Que a morte é inevitável ao meu ser,
Tem um mistério intraduzível!
Até pelo fato de meu ser pequeno,
Mas imenso por sua essência.

Os versos são apenas imperfeitos,
Em sua espiritualidade,
Cujo poeta se estende em si,
Como imperfeição de quem vem a ser,
Uma natureza seriamente humana!

Um dia, e sigo com o coração pulsando…
Que a certeza de adormecer e,
Minha alma andar nos vastos campos,
Beber das águas cristalinas,
Do Mundo poético,
Faz-me entender,
A pureza da poesia,
E de como se tornar bela, atemporal,
Então, eu sei, estarei escrevendo-a para sempre.

Contudo, me pergunto sobre qual poema,
Será o último antes do repouso derradeiro,
Também, se morrerei enquanto a desenho,
Com palavras e tonalidades.

Terá uma publicação, afinal,
Estou mergulhado nessa página da vida!
Tudo indica que nada me convence,
Da verdadeira face da lua,
Pois ela estará comigo,
Nos minutos a anteceder o meu início…

Sim, início da aventura permanente,
A qual os meus pés,
Jamais cessaram de desfrutar do caminho,
Ah, o caminho poético existente,
A abrir o mar de possibilidades,
Rimas e formas livres,
De sentir a liberdade.

Não esqueça, ó musa Daniele,
Morte em vereda, teus olhos que não são negros,
Mas da cor a qual anseias ter!

Não, não venha ter-me em esquecimento,
Nem oculte o sorriso de Gabriela,
Aquela força do Superior, a fortaleza,
A esposa a guardar meus segredos.

Por Ricardo Oliveira (Poeta)