Elevo meu cosmos,
Até mais alto de minha existência,
E deparo-me com o mar a se agitar,
Um imenso rochedo a qual vejo o martírio,
Incondicionalmente da jovem descoberta,
Por suas vestes e atada com correntes.
Minha alma se desfalece,
Não consegue desembainhar a espada…

Sim, a espada da justiça,
O cristal impenetrável
E a rosa dos jardins do Éden.
Aproxima-se o mostro contra a humanidade,
Destruindo a bela Etiópia,
Mostrando em seus olhos,
O tempo da maldade.

Embelezada e desprovida de proteção,
Deve-se sentir aterrorizada,
Assim, penso comigo,
Tendo apenas um afastamento,
Que segue longe da mitologia, em vão!
Filha de Cefeu e Cassiopeia,
Doce donzela,
Mostra a face em meio a caos.

Se sua mãe não se vangloriasse,
Pelo pecado do sentimento de si própria,
As nereidas, não se transbordariam de fúria,
Rompendo-se a luz da aurora!
Nem Poseidon, o tridente se levantaria,
Enviando a criatura do mar a guerra (Cetus),
Desejando devorar a mulher,
Na agonia de uma certa espera.

Por onde anda o amor?
Contudo, Perseu a salvou,
Da cabeça de Medusa, a fera em pedra se tornou,
E com ela, então, se casou.
Por fim, a morte chega a todos.

Antes de eu voltar ao mundo não-poético,
Vejo o sorriso de Atena, despontando aos céus,
Sinalizando a Constelação de Andrômeda.

Por Ricardo Oliveira