As agentes teriam optado por realizar uma escala de trabalho diferenciada, em que prestavam menos horas de serviços semanais e mensais, porém preenchiam os relatórios como se cumprissem corretamente suas cargas horárias. A escala diferenciada teria durado até que uma determinação superior fez cessar a mudança.

De acordo com a decisão do juiz Pablo Vinícius Araldi, as servidoras enriqueceram ilicitamente ao perceberem salário integral e cumprirem metade da carga horária a que eram obrigadas, e ocasionaram danos ao erário, já que se pagou por serviços não recebidos, em contrariedade aos princípios da legalidade, moralidade e eficiência que devem seguir como servidoras da administração pública.

Elas foram condenadas a ressarcir integralmente o dano causado ao erário, nos valores de R$ 38 mil e R$ 14,7 mil respectivamente, acrescidos de juros e correção monetária desde a data do recebimento de cada parcela indevida, além de multa civil de igual valor. A sentença impôs também a perda de função pública que eventualmente exerçam, suspensão dos direitos políticos por cinco anos e proibição de contratarem com o Poder Público ou dele receberem benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual sejam sócias majoritárias, pelo mesmo prazo. Cabe recurso ao TJSC.