Vários centros de saúde básica de Florianópolis, não disponibilizar a vacina antirráboca (vacina contra a raiva), para a população.

Para quem procura a vacina na unidade de saúde básica no bairro Ratones na região norte da cidade, é  orientado a procura outro posto, mas próximo para a realização da vacina. O mesmo pode ocorre em vários centros de saúde básica no município de Florianópolis.

O que diz a secretária Municipal de Saúde de Florianópolis.

A vacina antirrábica humana é disponibilizada nas Unidades de Saúde de Referências.

São elas: Centro de Saúde Ingleses, Barra da Lagoa, Centro, Trindade, Saco Grande, Lagoa, Costeira, Tapera, Campeche, Coqueiros, Estreito e Monte Cristo.

 

Quando tomar, doses da vacina antirrábica humana.

A vacina antirrábica humana é indicada para a prevenção da raiva em crianças e adultos, podendo ser administrada antes e após a exposição ao vírus, que é transmitido através da mordida de cachorro ou outros animais infectados.

A raiva é uma doença que afeta o sistema nervoso central, levando à inflamação do cérebro e geralmente leva à morte, se a doença não for devidamente tratada. Essa doença pode ser curada se a pessoa procurar ajuda médica logo que é mordida, de forma a limpar e desinfetar o ferimento, receber a vacina, e caso seja necessário, tomar também imunoglobulinas.

Para que serve

A vacina antirrábica serve para prevenir a raiva em humanos antes ou após a exposição ao vírus. A raiva é uma doença de animais que pode afetar os seres humanos, e provoca a inflamação do cérebro, que geralmente leva a pessoa à morte. Saiba como identificar a raiva humana.

A vacina age estimulando o organismo a produzir a sua própria proteção contra a doença, podendo ser usada na prevenção da raiva antes da exposição, indicado para pessoas expostas a um risco frequente de contaminação, como veterinários ou pessoas que trabalham em laboratório com o vírus, por exemplo, bem como na prevenção após suspeita ou confirmação de exposição ao vírus, transmitido por mordidas ou arranhões de animais infectados.

Quando tomar a vacina

Esta vacina pode ser tomada antes ou após a exposição ao vírus:

Vacinação de prevenção:

Esta vacinação é indicada na prevenção da raiva antes da exposição ao vírus, e deve ser administrada a pessoas que têm alto risco de contaminação ou que estão em risco permanente, como:

  • Pessoas que trabalham em laboratório de diagnóstico, pesquisa ou produção de vírus da raiva;
  • Veterinários e assistentes;
  • Tratadores de animais;
  • Caçadores e trabalhadores florestais;
  • Fazendeiros;
  • Profissionais que preparam animais para exposição;
  • Profissionais que estudam cavidades naturais, como cavernas por exemplo.

Além disso, pessoas que viajam para locais de alto risco, também devem tomar esta vacina.

Vacinação após exposição ao vírus:

A vacinação pós-exposição deve ser iniciada imediatamente ao menor risco de contaminação pelo vírus da raiva, sob supervisão médica, em um centro de tratamento antirrábico especializado. Além disso, é muito importante fazer o tratamento local do ferimento, e se necessário, tomar imunoglobulinas.

Vacina antirrábica humana: quando tomar, doses e efeitos colaterais

Quantas doses tomar

A vacina é administrada por um profissional de saúde por via intramuscular e o esquema de vacinação deve ser adaptado de acordo com o estado imune antirrábico da pessoa.

No caso da pré-exposição, o esquema de vacinação consiste em 3 doses da vacina, em que a segunda dose deve ser administrada 7 dias após a primeira toma, e a última 3 semanas depois. Além disso, é necessário fazer um reforço a cada 6 meses para pessoas que manuseiam o vírus rábico vivo, e a cada 12 meses para pessoas em contínuo risco de exposição. Para pessoas não expostas ao risco, o reforço é feito 12 meses meses após a primeira dose, e depois a cada 3 anos.

No tratamento pós-exposição, a posologia depende da imunização da pessoa, assim, para as que estejam totalmente imunizadas, a posologia é a seguinte:

  • Vacinação com menos de 1 ano: administrar 1 injeção após a mordida;
  • Vacinação com mais de 1 ano e menos de 3 anos: administrar 3 injeções, 1 imediatamente após a mordida, outra ao 3º dia e ao 7º dia;
  • Vacinação com mais de 3 anos ou incompleta: administrar 5 doses da vacina, 1 imediatamente após a mordida, e as seguintes ao 3º, 7º,14º e 30º dias.

Em pessoas não imunizadas devem ser administradas 5 doses da vacina, uma no dia da mordida, e as seguintes ao 3º, 7º,14º e 30º dias. Além disso, caso a lesão seja grave, devem ser administradas imunoglobulinas antirrábicas juntamente com a 1º dose da vacina.

 

Raiva humana (hidrofobia): o que é, sintomas e tratamento

A raiva é uma doença viral onde o sistema nervoso central (SNC) fica comprometido e pode levar à morte em 5 a 7 dias, se a doença não for devidamente tratada. Essa doença pode ser curada quando a pessoa procura ajuda médica logo que é mordida por um animal infectado ou quando surgem os sintomas.

O agente causador da raiva é o vírus rábico que pertence à ordem Mononegavirales, família Rhabdoviridae e gênero Lyssavirus. Os animais que podem transmitir raiva aos humanos são principalmente cães e gatos raivosos, mas todos os animais de sangue quente também podem ser infectados e transmitir ao homem. Alguns exemplos são os morcegos que consomem sangue, animais de produção, raposa, guaxinim e macacos.

Raiva humana (hidrofobia): o que é, sintomas e tratamento

Principais sintomas

Os sintomas da raiva em humanos começam aproximadamente 45 dias após a mordida do animal contaminado, já que o vírus precisa chegar no cérebro antes de provocar qualquer tipo de sintoma. Assim, é comum que a pessoa já tenha sido mordida há algum tempo antes de apresentar qualquer sinal ou sintoma.

No entanto, quando surgem, os primeiros sintomas costumam ser semelhantes aos de uma gripe e incluem:

  • Mal estar geral;
  • Sensação de fraqueza;
  • Dor de cabeça;
  • Febre baixa;
  • Irritabilidade.

Além disso, no local da mordida também podem surgir algum desconforto, como a sensação de formigamento ou picadas.

À medida que a doença vai se desenvolvendo, começam a aparecer outros sintomas relacionados com a função cerebral, como ansiedade, confusão, agitação, comportamento anormal, alucinações e insônia.

Quando surgem sintomas relacionados com a função cerebral, geralmente a doença é fatal e, por isso, a pessoa pode ser internada no hospital apenas para fazer medicação diretamente na veia e tentar aliviar o desconforto.

Como identificar um animal com raiva

Numa primeira fase da infecção, os animais infectados pelo vírus da raiva podem se apresentar sem forças, com vômitos constantes e perda de peso, no entanto, esses sintomas acabam progredindo para salivação excessiva, comportamento anormal e auto-mutilação.

Como acontece a transmissão

A transmissão do vírus da raiva acontece por contato direto, ou seja, é preciso que a saliva do animal ou da pessoa infectada entre em contato com uma ferida na pele ou com as membranas dos olhos, do nariz ou da boca. Por esse motivo, a causa mais comum de transmissão de raiva é através da mordida de um animal, sendo mais raro que a transmissão aconteça através de arranhões.

Como prevenir a infecção

A melhor forma de se proteger da raiva é vacinar todos os cães e gatos com a vacina antirrábica, porque assim, mesmo que seja mordido por um destes animais, como estes não ficarão contaminados, a pessoa, se mordida, não ficará doente.

Outras medidas de prevenção são evitar o contato com animais de rua, abandonados e o contato com animais silvestres, mesmo que estes ainda não pareçam apresentar sintomas de raiva, já que os sintomas podem demorar semanas ou meses para se manifestar.

Além disso, pessoas que trabalham com animais também podem fazer a vacina antirrábica como prevenção, já que apresentam maior risco de ser infectados pelo vírus.

O que fazer se for mordido por animal com raiva

Quando a pessoa é mordida por um animal, mesmo que não apresente sintomas de raiva, e especialmente se for um animal de rua, deve lavar o local com água e sabão e, depois, ir no posto de saúde ou no pronto-socorro, para avaliar o risco de ter pego raiva e, assim, iniciar o protocolo de exposição ao vírus, que geralmente é feito com várias doses da vacina antirrábica.

Como é feito o tratamento

Quando a pessoa não foi ao hospital após a mordida do animal, e já surgiram sintomas da infecção no cérebro, geralmente é recomendado que fique internada no hospital, dentro da UTI. Dependendo da gravidade a pessoa poderá ser mantida em isolamento, em sedação profunda e respirando por aparelhos. Durante o internamento a pessoa precisa ser alimentada com sonda nasoenteral, deverá permanecer com sonda vesical e estar tomando soro através da veia.

Quando a raiva é confirmada são indicados remédios como Amantadina e Biopterina, mas outros remédios que podem ser usados são Midazolan, Fentanil, Nimodipina, Heparina e Ranitidina para evitar complicações.

Para observar se a pessoa está melhorando são realizados diversos exames para controlar os níveis de sódio, gasometria arterial, magnésio, zinco, T4 e TSH, além do exame do líquor, Doppler craniano, ressonância magnética e tomografia computadorizada.

Após a confirmação da completa eliminação do vírus do organismo através de exames, a pessoa poderá sobreviver, no entanto, esse é um acontecimento raro, sendo que a maior parte das pessoas com uma infecção já bem desenvolvida podem acabar perdendo a vida.

Leia aqui o Comunicado da Folha de Florianópolis