Apazigua meus demônios,

Que interrompem o estado de luminosidade!

Entra com as forças inexplicáveis,

Lançando-se contra quem sou.

E são medos infinitos…

Desordem de um mundo que,

Não compreende meu tempo.

E é este medo,

A loucura a impedir,

O amor na sua simplicidade,

Venha acontecer.

Sim, este vem…

Vem a passos largos,

Retirar-me de perto das águas,

Dos quais são límpidas e cristalinas,

Enviando-me para longe do meu sonho.

Os meus pensamentos,

Lembra-me do legado,

Como encantamento da vida,

E como um pássaro a voar,

Também são as poesias,

Transparentes e vivas,

Necessitando de liberdade.

Apazigua meus demônios,

Que interrompem o estado de luminosidade!

Que minha ansiedade,

Assola a minha alma!

Quando a morte, e sua doçura,

Vier tocar meus olhos, fechar os lábios, selar as palavras,

Tudo que é não é meu (versos),

Estejam em seu lugar de repouso,

Pois, vou ficar somente,

Com os eternos!

Por Ricardo Oliveira (Poeta)