Márcia Eufrásio, Colunista de Coluna Mente Saudável

Estamos vivendo um período de pandemia e muitas pessoas acabam se acomodando
dentro desta situação. Com certeza você já ouviu frases como: “Eu sou assim mesmo”;
“ Por causa da pandemia eu perdi o rumo na vida”; “ Eu estou nesta situação porque
meus pais não gostavam de mim, só dos outros irmãos”; “Você é desorganizado igual a
sua mãe”. Em alguns momentos em nossas vidas, caímos na armadilha da mente e
temos pensamentos deste tipo. Eu já tive! E você?

O coitadismo aprisiona os seus talentos e bloqueia a sua inteligência emocional. Quem
tem dó de si, não assume a responsabilidade por suas atitudes e decisões na vida.
Incorporam o papel dramático e autopunitivos de suas crenças e acabam fracassados.
Na vida temos duas situações: aquelas que precisamos aceitar pois não temos o poder
de mudar e aquelas que estão ao nosso alcance, que podemos transformar.
Os fatores que precisamos aceitar são aqueles que herdamos referente a nossa
genética, por exemplo. Se tenho uma pré-disposição genética a ser diabético ou a ter
problemas de coração, o que eu posso fazer? Eu aceito. E então verifico o que eu
posso fazer para transformar uma dificuldade em algo que melhore a minha vida ou
que me dê uma qualidade de vida maior.

Já os coitadinhos são pessoas que aceitam e não fazem nada para produzir um
resultado diferente. No exemplo acima, simplesmente se colocam como vítimas e
comem de qualquer jeito, sem nenhum compromisso com a sua saúde e nem com a
pré-disposição genética, não praticam atividade física e quando a sua saúde é afetada
dizem que não tem sorte, nasceu nessa família e que agora sofre as consequências.
Os coitadistas se conformam com a sua situação e não fazem nada para mudar. No
fundo tem medo de ser feliz. E felicidade é algo que construímos durante a vida nos
aperfeiçoando a cada dia. Para ser feliz, temos que ter coragem, disciplina e
determinação.

COMO MUDAR A MENTE?

Quando recebemos um estímulo externo, acionamos a nossa reação interna que pode
ser uma emoção, um sentimento, um pensamento que vai produzir um
comportamento. Se esse comportamento é de vitimização, agir desta forma não vai
fazer com que o problema desapareça. É preciso que você saia da zona de conforto e
comece a agir.

Quando a armadilha do coitadismo surgir na sua mente, reaja e pense que é possível
mudar a situação. Você é o responsável pela sua felicidade e não vai permitir que nada
e nem ninguém lhe impeça de progredir.

 

Posicione-se diante da vida. Olhe para dentro de você e seja um agente transformador
da sua história. É necessário que você deixe de ser passivo e reacenda as chamas da
esperança e comece a intervir neste grande palco chamado mente. Só assim você
começará a construir uma nova realidade e começará a trilhar o caminho da
inteligência emocional.

Por Márcia Eufrásio