Ricardo Oliveira Colunista da Coluna da Poesia

A eternidade não tem pedaços,
Não muda o rumo dos fatos,
Nem tempo insuportável,
Do vazio que a dor pode causar.

E as lembranças de um passado,
Não assombra a beleza da alma,
Muito menos fere o peito aberto,
Que as madrugadas custam a sarar

Talves aja, um desligamento interno,
Temporário da própria humanidade,
Abrindo mão da face da saudade,
Ou da verdade de quem sou.

E como seguir em frente,
Sem ser movido pela culpa,
De um existência só sua,
Para viver sob o sol de amor.

Então, não fugir de sentimentos,
Lutando com os sentidos e desejos,
A qual tem por ocasião, o preço,
Por encontrar as palavras que for…

Uma simplificação de significados,
Poéticos e um tanto enigmáticos,
Da farça que se esconde em mim,
Até dentro de um suposto coração.

Também, compreender a loucura,
Por ter sido rasgado pela doçura,
Das manhãs incógnitas e perdidas,
Vindo a desprender-me de ti.

A fim de que tudo acabasse,
Num suspiro vital do olhar,
Que mostra o sangue pulsar,
Enquanto se consume de verbena.