O fim da tarde é belo na cidade, e nada combina mais com isso que um bom vinho.
Ao invés de ir ao restaurante, o colunista preferiu seguir para a sua casa, e lá
mesmo saborear o seu vinho. A coluna havia terminado, mas faltava uma revisão,
então, era exatamente o que iria fazer, apesar do cansaço estar estampado em sua
face.

O COLUNISTA: – Sandra, atende o telefone! – Disse em tom preocupante.
Sandra não atendera a ligação, por estar com Marcelo.
O COLUNISTA: – Por onde ela anda? – Colocando vinho na taça e se aproximando
da janela.

APARTAMENTO DE MARCELO
MARCELO VELAS: – Algo te aflige? O que é?
SANDRA LOPES: – Sim! Eu não sei se sou eu ou ele! – Referindo-se ao Colunista.
MARCELO VELAS: – Eu não entendo! Por que estás com ele? Qual o motivo de
tudo? – Tendendo compreender.

SANDRA LOPES: – Talvez o meu amor não seja tão suficiente.
MARCELO VELAS: – Besteira! Quem em sua sã consciência não se encantaria por
você! – Tocando na mão de Sandra.

SANDRA LOPES: – Há tempo ele se encontra em outro plano e não desejar voltar a
realidade de imediato! – Começando a chorar.
MARCELO VELAS: – Medo de se encontrar?
SANDRA LOPES: – Medo sim, mas deve haver algo a mais!
MARCELO VELAS: – Você luta demais por um homem que prefere te ignorar! –
Tentando uma aproximação profunda.

SANDRA VELAS: – Encontro-me confusa. Muito confusa!
DE VOLTA AOS PENSAMENTOS…
O COLUNISTA: – Por qual motivo, Amabille? – Com a taça de vinha na mão, e na
outra um retrato.

Guardando o retrato, voltou a telefonar para Sandra, mas não de retorno. Deixando
recado, sentou para analisar o que escreveu.
O COLUNISTA: – Se as coisas não se definirem, eu enlouquecerei na Cidade mais
terna que já morei. – Pensamentos.

No final, adormeceu em frente ao computador. Sandra o encontra adormecido, e
sente uma pequena faísca acender. Então pega um cobertor, o encobre, dá um
beijo, e nada além disso.

Somente no quinto capítulo… será?