JANTAR A LUZ DE VELAS, SERÁ?

Chegando no Restaurante Parisiense, no seu estilo chique, ocupando uma suíte de
salões do século XVIII, tendo a bela vista para o Sena, um magnífico prédio
neoclássico, o colunista e Sandra adentram o espaço, conferem a reserva e são
encaminhados para a mesa.

SANDRA LOPES: – Obrigada por isso! – Sua meiguice estava naquele lugar.
O COLUNISTA: – De nada! É o mínimo que posso fazer para compensar.
SANDRA LOPES: – Compensar-me de que? – Disse com o olhar radiante.
O COLUNISTA: – Da minha indiferença, da minha existência entediante que venho
lhe causando nos últimos anos.

SANDRA LOPES: – Eu tenho que ser franca com você.
O COLUNISTA: – Franqueza? Hoje não, por favor?
SANDRA LOPES: – Por que?
O COLUNISTA: – Apenas vamos curtir!
SANDRA LOPES: – Você está certo!

O garçom se aproxima do casal para anotar o pedido.
GARÇOM: – Por gentileza, o que desejam pedir?
O COLUNISTA: Uma taça de vinho para começar.
GARÇOM: – Vou trazer, Senhor!
Minutos depois…o garçom traz as taças e com suavidade serve o vinho,em seguida
saiu para dar espaço a eles.

SANDRA LOPES: – Com um lugar como este, como irá pagar?
O COLUNISTA: – Não comece Sandra!
SANDRA LOPES: – Desculpe!
O COLUNISTA: – Estamos juntos a sete longos anos, e só o que fazemos é
ficarmos distantes. – Tocou nas mãos de Sandra, que estavam frias.
SANDRA LOPES: – Pois é! Gostaria de me recordar de como nos conhecemos.
O COLUNISTA: – Na festa de lançamento da Revista Top 100.- Sorrindo.
SANDRA LOPES: – Ainda se lembra dos detalhes?
O COLUNISTA: – Completamente!

SANDRA LOPES: – Eu pensei que estivesse esquecido.
O COLUNISTA: – Não, nunca! Não poderei me esquecer daquela noite em que te
encontrei procurando um pingente que supostamente, havias perdido pelo salão do
clube.

Os dois se olham tão penetrantemente que, a impressão da cena era de
reconciliação, ou uma tentativa de preenchimento de vazio, mas para ele, do que
para ela.

Continua…