Sabemos que existem muitos impedimentos e dificuldades no dia a dia de quem se dedica a educar. Às vezes a criança se distrai, tem dificuldades para aprender ou não se interessa pelo assunto e o professor e também os pais muitas vezes já não sabem mais o que fazer.

Com o grande avanço da tecnologia e dos aparelhos celulares, um novo desafio se interpôs num cotidiano que já era muito denso e desafiador. A pressão é grande para todos, tanto para educadores, como também para as crianças e jovens que, de alguma forma, são os usuários de sistemas, redes e aplicativos criados pela geração dos seus pais.

É muita pressão nessa área e o educador sente como se não tivesse a quem recorrer. O que também pode acontecer é que você se dedica tanto a ponto de adoecer e não se sente reconhecido.

Quem em algum momento não se viu em uma situação na qual é difícil “ensinar” e também aprender?

Quantas vezes olhamos para os alunos como crianças desatentas e hiperativas. Mas será que é mesmo assim?

Talvez, faria mais sentido se nós compreendêssemos que elas são crianças “desatendidas”.

Os desafios da educação

Muitas vezes os alunos que se encontram nessa situação são chamados de preguiçosos, desatentos ou mesmo incompetentes.

Mas qual é a origem dessa desatenção ou mesmo pouca presença do aluno em sala de aula?

Em nosso trabalho com a visão das constelações sistêmicas, costumamos observar que nossa “atenção está onde está nosso coração”.

São muitas as causas que nos levam a esse estado que nos impede de dar o passo certo para a alegria do aprender. São motivos muitas vezes bem distantes das possíveis justificativas que conseguimos dar como resposta.

Cabe à Pedagogia e aos profissionais que atuam nesse campo ampliar o olhar para estas manifestações, pois elas são, em último caso, uma barreira para o trabalho de ensinar e formar.

O foco da atenção

E para onde olha o coração – o dos alunos e o nosso como pedagogos e educadores – que nos distrai do presente e que nos impede de seguir em frente com êxito?

Podemos afirmar que nosso coração busca inconscientemente, quer por fidelidade invisível ou por oposição, olhar para um destino difícil do sistema familiar de origem, na tentativa de trazer de volta aqueles que foram excluídos. Muitas vezes, o coração olha inclusive, para destinos que vão para além do seu sistema familiar, muitas vezes até para acontecimentos difíceis do sistema escolar.

Isto é o que descobriu Bert Hellinger em seu trabalho com os vínculos familiares e as lealdades invisíveis entre todos aqueles que pertencem ao sistema.

Somos movidos por amor e buscamos constantemente nosso lugar de pertencimento na família, nos relacionamentos, na sociedade e muitas vezes, de forma inconsciente, o fazemos de maneira equivocada, transgredindo a ordem, bem fora de nosso lugar de força.

Ampliar o olhar da educação para compreender esta visão profunda é o que propõe o Curso Online de Educação Sistêmica.

Relato de uma mãe

No início de 2019 nosso filho começou a reclamar dos colegas da escola dizendo que estava sofrendo bullying. Não necessariamente bullying, mas o fato é que ele não estava dando conta de lidar com as brincadeiras que os colegas faziam na escola.

Sempre atentos e buscando a conversa como ponto de resolução, buscávamos encorajá-lo a conversar e não levar tão a sério as brincadeiras dos colegas.

Depois de 2 meses depois passando por esse processo, ele teve uma crise de medo na escolinha de futebol e não quis mais frequentá-la, depois não queria mais ficar na escola e só aceitava entrar na sala de aula na mão da professora. Relatava um frio na barriga e ficava muito tenso minutos antes de sair de casa.

Acolhido pela professora e pela escola, percebíamos que a questão não se resolvia e tão pouco tinha a ver só com o ambiente escolar, mas sim com algo mais, uma dor interna que ele não estava dando conta de lidar e até certo ponto até nós, como pais, já não conseguíamos mais ajudar.

Em meio a essa situação buscamos ajuda e fizemos uma constelação para olhar essa questão.

Durante o atendimento pudemos ver que ele estava conectado com as vivências e acontecimentos da vida do bisavô que já faleceu e coincidentemente ou não, nosso filho tem o mesmo nome dele. Ao reverenciar o destino do bisavô, nosso filho pode olhar com mais leveza para o medo, se despedir e olhar para os colegas da escola com mais tranquilidade.

Após a constelação, durante uma semana e meia ele ainda precisou de ajuda para ficar na escola e quão grande foi a nossa surpresa quando um dia ouvimos dele “pode deixar, pai, agora eu já consigo ir sozinho.” Um suspiro, um alivio da inclusão de algo muito maior do que a nossa consciência podia nos mostrar.

Hoje conversando com ele sobre como se sente na escola, é incrível como a sua postura e percepção sobre os colegas mudou. Ele diz que hoje é amigo de todos e sua fala é “ninguém mais pega no meu pé.”

Como pais, sentimos uma alegria imensa de perceber como a constelação pode ajudar a revelar dores tão profundas, bem como somos gratos pela possibilidade de a constelação atuar em contextos escolares, pois, assim como nós, sabemos que muitos pais também passam por isso.

 

Por que o Curso de Educação Sistêmica é importante?

O conhecimento que apresentamos nesse curso se baseia na visão sistêmica fenomenológica de Bert Hellinger.

Ele irá desvendar essas perguntas e irá colocar tanto você educador que ensina, quanto que aprende, em contato com uma postura que pode liberá-lo dessa dinâmica de impedimento para  exercer a sua profissão com eficiência e leveza.

Este conhecimento também trará para você ferramentas para trabalhar com os alunos, sejam eles crianças, adolescentes ou adultos, reconhecendo o que pode estar por trás da dificuldade de aprendizado, desatenção ou mesmo agressividade que são vivenciadas dentro da sala de aula.

E para os pais que queiram aprofundar-se no tema da educação, com certeza este curso trará compreensões profundas que podem transformar seu olhar sobre o aprender e ensinar.

O papel do professor

Este Curso irá lhe auxiliar a reconhecer a força e importância de sua função ao permanecer no seu lugar, incluindo todos os segmentos do processo que fazem parte de seu trabalho.

Assim, a comunidade escolar vai para além das portas da sala de aula. Ela se alicerça nos lares que confiam à escola e ao professor o cuidado com seus filhos no processo de aprendizagem escolar, bem como olha para a força da instituição escolar quando se respeita o lugar de cada um.

Muitas vezes, os desafios imensos de lidar com crianças difíceis, com organizações escolares nas quais o diálogo e o apoio aos docentes é difícil ou inexistente, e com uma postura de ajuda sem estar no lugar certo para fazê-lo, levam ao adoecimento do professor, do estudante e da instituição.

Nesse curso levantaremos as questões essenciais para a saúde do professor, para a alegria de aprender do aluno e para a solidificação da instituição.

A Educação Sistêmica

Educação sistêmica é uma abordagem inovadora de inclusão respeitosa de todos que fazem parte do sistema escolar, com respeito às leis que regem os relacionamentos humanos: Ordem, Pertencimento e Equilíbrio

Ao incluir essas leis na visão da pedagogia, torna-se possível desenvolver uma postura que libera e faz crescer a todos: pais, aprendentes, ensinantes, instituição.

Para que ocorra uma mudança é preciso um passo. Um passo por vez é suficiente.

Dê um passo de coragem e venha experimentar conosco essa oportunidade de fazer diferente, com amor. Você é importante e merece encontrar seu lugar de força.

Fonte: Ipê Roxo