Isabela Toledo Colunista da Coluna de Educação

O ano de 2020 ficará para sempre marcado na história da Educação Brasileira. Isso porque as circunstâncias levaram a uma aceleração da transformação digital e de novas metodologias de ensino que primam pelo maior engajamento dos estudantes.

 

Com isso, o ensino remoto e online entrou na Educação Básica e foi constatado que é possível usar esses recursos para educar crianças e jovens. É claro que, na Educação Infantil e nos três primeiros anos do Ensino Fundamental, o trabalho remoto e online é um desafio e exige maior presença dos pais e responsáveis na mediação do ensino, já que os alunos são dependentes ainda em muitos aspectos.

 

A partir do 4º ano, quando os estudantes já possuem autonomia para se organizar, ler textos sozinhos e debater ideias, o trabalho se torna mais fácil de acontecer e com menos intervenções das famílias. É notório que nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio, todo o processo se deu de maneira mais tranquila, o que mostra que a autonomia e independência do estudante é um fator muito importante e facilitador da aprendizagem remota e online.

 

Muitos aspectos da educação híbrida foram introduzidos nesse novo cenário:

utilização de novas tecnologias, estudos autônomos dirigidos, aulas assíncronas, ampliação das competências do aluno, e um pouco de personalização. Esse último item recebeu atenção especial das escolas e dos professores, já que a preocupação com a participação e envolvimento dos estudantes se tornou foco principal. Ninguém queria deixar nenhum aluno “abandonado” em seus estudos.

 

E agora estamos entrando em uma nova fase: a possibilidade de retomada das aulas presenciais. Ninguém sabe ao certo ainda como será. Mas o que se sabe é que, sem vacina, os alunos não poderão ocupar todos juntos os seus lugares nas escolas. De alguma forma haverá um rodízio, uma alternância entre presencial e online. Ou seja, o modelo de ensino híbrido será a nova forma de organização da educação.

 

Isso não será temporário. O ensino híbrido veio para ficar. Escolas, pais, responsáveis e estudantes devem compreender seu funcionamento, as habilidades e competências necessárias para fazer o modelo funcionar, as estratégias de implantação e manutenção. Cada vez mais as tecnologias e metodologias ativas ganham espaço para atender às demandas da geração interativa e agora da nova sociedade que se forma e se transforma.