Ricardo Oliveira Colunista da Coluna da Poesia

O destino que se apresse,
Pois estarei bem longe…
Abrindo um pouco de mim,
Buscando flores ao meu deleite.

Um lobo da noite,
Resgatando memórias,
De algum momento,
Que em vida me toca.

Não venho, por nada,
Contestar todos os sentimentos,
Ando tendo miragem,
Mesmo não estando no tempo…

Ah, tempo de um certo deserto,
A qual envolve o mundo,
Destruindo os caminhos,
Levando tudo o que me sobra.

Digo, corra meu acaso,
Ao infinito das estrelas,
Neste intercâmbio de doçura,
Por onde anda a tal faceta.

Quando puder, sim, pronto,
Saberei chegar até a graça,
De uma smile sua,
Ao desejar o bater das asas.

Todavia, muito tenho despertado,
Com tamanha voracidade da alma,
Vinda de forma expressiva,
Num cortejar a fazer de ti, a própria veste.

Cheio de pétalas nos dedos,
Oh, Verônica dos cantos santos,
Misturados nesse estado atmosférico,
O limiar cuja veracidade é a saudade.

Ricardo Oliveira