RESTAURANTE PARISIENSE, 22:49

Climas ou não, a verdade é infinita, mas nem tanto para os dois casais. No capítulo
anterior: O Colunista e Sandra chegam para um romântico jantar no Restaurante
Parisiense, e iniciam a volta dos momentos memoriais de quando se conheceram
no salão de um clube, cuja festa era do lançamento da Revista Top 100.
SANDRA LOPES: – Eu havia perdido quando tirava a minha blusa! – Sendo um
pouco provocante.

O COLUNISTA: – Tirando a blusa?
SANDRA LOPES: – Martini!
O COLUNISTA: – O que?
SANDRA LOPES: – Eu havia derramado na blusa um pouco de Martini.
O COLUNISTA: – Sei, Sandra! Uma risada, enquanto levava a taça a boca.
SANDRA LOPES: – Depois que encontrei o pingente perto da sua mesa, não sei
como foi parar ali, eu vi em seus olhos algo especial.
O COLUNISTA: – Também tive a mesma sensação, e a dança foi, a propósito, obra
minha!

SANDRA LOPES: – Sério? Surpresa.
O COLUNISTA: – Pode acreditar.
SANDRA LOPES: – Bem que eu desconfiei.
O COLUNISTA: – E não simplesmente aceitou o convite?
SANDRA LOPES: – Claro!
23:52

Já em casa, os dois, diante de toda a noite em que se viram renascendo das
chamas como fênix, não conseguiram pensar em nada além de estarem um com o
outro de maneira única. Isso tem grande significado.
O COLUNISTA: – Você sempre esteve linda! Tocando nos cabelos de Sandra.
SANDRA LOPES: – Quando fez aquele poema para mim, no nosso segundo
encontro, eu já estava apaixonada – Tocando nos lábios do Colunista.
O COLUNISTA: – Você o guardou?
SANDRA LOPES: – Se queres saber se eu o leio, a resposta é sim! Todas as
noites.

O COLUNISTA: – Fico feliz!

O beijo sucedeu-se longamente, antes dos abraços. Se era brilhante ou perfeito,
pelo menos para eles na ocasião, era. Se os sonhos do Colunista surgiram, já não
existe resposta para tal. É conferir o capítulo seguinte. Ainda assim, o enigma da
caixa continua a nos deixar no beco sem saída, por enquanto.
Há coisas que ainda vão acontecer nesta novela!