No Núcleo de Educação Infantil Municipal Lausimar Maria Laus, localizado em São João do Rio Vermelho, um grupo de professoras adaptaram o projeto presencial sobre a natureza e transformaram em um teletrabalho sobre a importância dela para a construção de um mundo de possibilidades. As profissionais envolvidas são: Rosinete Luiza Vieira, Katia Regina Barreto, Cleide Silva, Maria Leila Gomes, Eliane Oliveira e Sueli Hahn.

O trabalho sobre a natureza foi iniciado antes da pandemia, nas aulas presenciais. As professoras resolveram transformar a sala de aula em algo mais atrativo e saudável para as crianças, já que elas passam muito tempo no ambiente escolar. Elas sugeriram para os pais que as crianças levassem alguma plantinha de casa.

Desenvolvemos as linguagens oralidade, sonora, cênica, plástica, coordenação motora, matemática, relações com a natureza sempre tendo como eixo norteador o brincar e o cuidar que são indissociáveis na Educação Infantil. Entre elas, o contato com a natureza para desenvolvimento da cidadania, criatividade e sensibilidade dos pequenos.

A equipe de professoras contam com 200 crianças em idades entre 5 e 6 anos que buscam construir e desenvolver as múltiplas linguagens através de documentos como O Currículo da Educação Infantil de Florianópolis e os Núcleos de Ações Pedagógicas (Naps), legitimando e assegurando todas as etapas importantes da vida das crianças.

Durante a pandemia, o grupo continua com o projeto de maneira online e os vídeos gravados mostram objetos encontrados na natureza, explicando sobre eles. A professora Cledia Silva é responsável pela edição dos vídeos pelo aplicativo o InShot.

Os vídeos são desenvolvidos pelas professoras. As famílias interagem nas mais variadas formas, como: por vídeos, fotos e relatos de experiência. Todo o projeto pode ser encontrado no Portal Educacional disponibilizado pela Prefeitura de Florianópolis e em um grupo privado no Facebook, o retorno das famílias acontecem por esse mesmo aplicativo.

As gravações acontecem em cômodos com boa iluminação e ambientação apropriada para o momento. Nos vídeos as professoras mostram, por exemplo, as curiosidades do fundo do mar, conversa com a natureza e criatividade com as pedras.

“O intuito desse projeto é dar continuidade e ampliar a comunicação com as crianças e famílias. Construindo um elo nas relações de interação entre os envolvidos, ampliando conhecimento mesmo atrás de uma tela de computador, fortalecendo a esperança de que com a união conseguiremos êxito nesse momento histórico da humanidade e da educação em que estamos todos nos reinventando para continuarmos a diante”, explica a professora Rosinete Vieira.

O grupo tem contato com as famílias também por telefone e o posicionamento das gestoras do projeto é de contatar cada um explicando como será o teletrabalho e a construção com as famílias de acordo com suas especificidades.

O esforço é reconhecido

A equipe conta que o trabalho está sendo extremamente prazeroso e que foram surpreendidas positivamente com a reação dos pais e dos estudantes que deixaram mensagens de carinho para os profissionais da unidade responsáveis pelo projeto.

A mãe da Sophia, Janeth Cunha, disse que a pequena “ama muito as professoras”.

O pai do Enzo, Aurilei, disse: “do que o Enzo mais gostou? De tudo. A natureza é o que? É vida, os dois estão aqui dentro de mim, a vida e o papai do céu. Professoras, muito obrigado pelo vídeo maravilhoso, eu e o Enzo curtimos juntos e aprendemos também”.