Na casa do acusado, a Polícia Militar localizou um projétil de arma de fogo deflagrado, dois estojos de munição calibre .32 e um revólver calibre .32 com capacidade para seis tiros. No tambor da arma foram localizados quatro projéteis deflagrados e dois intactos. O episódio ocorreu em novembro de 2016 e a denúncia do MP foi recebida pelo juízo em fevereiro de 2018.

Em seu depoimento, o réu afirmou ter efetuado três disparos para cima, da janela de sua casa. Disse que falou para o vizinho abaixar o volume do som porque estava alto e “tremia tudo”, mas ele não lhe deu ouvidos. Acrescentou ainda que a arma era do seu avô e a recebeu de herança, mas não possuía registro. Ressaltou que atualmente a relação com o vizinho é “100%”.

Sua pena foi fixada em três anos e 20 dias de reclusão – substituída por duas restritivas de direitos (limitação de fim de semana pelo tempo da sanção corporal imposta e prestação pecuniária equivalente a um salário mínimo). Da decisão prolatada pela juíza substituta Larissa Corrêa Guarezi Zenatti Gallina cabe recurso ao Tribunal de Justiça. O homem poderá recorrer em liberdade.