Ricardo Oliveira Colunista da Coluna da Poesia

Amo-te poesia de minha vida!
Que no silêncio de uma tarde fostes
Para mim um sinal de luz e uma
Razão para ter alegrias em minutos.
Teus versos incorporam de tal forma,
Que o vento a soprar em meu rosto
Faz de tua essência as vésperas
De uma noite em que vens em meu leito.
Como uma incontrolável mistura de palavras
Com a musicalidade dos sonhos em que nos
Traz o tempo como sendo infinito.
Quando termina o momento,
Penso em como te tocar
Ou em como poderia te escrever
Em linhas poéticas chamadas de versos.
E não encontrei nada além do que uma voz longe…
Um vago respirar de mim mesmo em um deserto.
Porém, confesso que minhas inspirações
Tiveram seu rumo as sete e cinquenta
De uma noite bela e eterna para nós dois.
Quem és tu afinal, linda menina?
Já não importa mais a resposta,
Pois meus questionamentos
São uns simples detalhesd de quem
Anseia em estar sempre conectado
Ao seu mundo e ao corpo,
Embora não tivesse corpo,
Contudo, a certeza é que tens elementos tão meus,
Que sou incapaz de ter ousadia de tentar descrever.
O ar é um som minucioso e contemplativo!
Isso para dizer o quanto ele nos permeia,
Sendo a nossa própria alma enlouquecida.

Ricardo Oliveira