Isabela Toledo Colunista da Coluna de Educação

Sempre que penso em criatividade, logo vem à minha mente um texto do famoso cartunista Henfil: “A inspiração é um cachorro preto. Um dobermann bem atrás de você.”

Muitas pessoas, ou a maioria, pensa que criatividade e inspiração são como dons especiais entregues por Deus a alguns felizardos sortudos. Afirmam e internalizam isso como forma de justificar (até para si mesmas) o fato de não criarem ou não tentarem fazer algo novo e diferente. “Não tenho esse dom”.

Mas aprendemos com Henfil que seu dia a dia criativo não era bem assim. O jornal tinha data e hora para ser publicado e a equipe de redação não podia ficar esperando que ele finalmente recebesse o recado divino e criasse as mensagens mais inteligentes e carregadas de humor que os leitores pudessem ler. Simplesmente ele precisava criar e isso e envolve esforço e repertório.

Não são todas as criações que se tornam memoráveis. Também criamos coisas ruins, fracas às vezes. Nós também podemos errar nas criações. Mas não acredito que esses sejam motivos para deixar o desenvolvimento da criatividade de lado.

Espelhe-se nas startups! Ou, se preferir, leia casos de pessoas que fizeram invenções incríveis para descobrir como chegaram lá.

Estude, converse com os outros, assista filmes, leia livros, faça cursos, aumente seu repertório, sua fonte interna de criação. No momento certo, as conexões surgem e quando você precisar, as informações estarão lá. Acredite nisso! O cérebro humano tem potencial ainda desconhecido, mas sabe-se que é enorme.

Nunca pense que seu tempo de criar ou de aprender acabou. Aprenda por toda a vida. Isso é lifelong learning. Não pense que sua inteligência tem limites. Até o criador do teste de QI afirmou que “podemos aprimorar nossa atenção, nossa memória, nosso julgamento, e literalmente nos tornarmos mais inteligentes do que jamais fomos”. (Alfred Binet)

Se estiver tudo bem, crie. Se estiver com medo, vai com medo mesmo!