Ricardo Oliveira Colunista da Coluna da Poesia

Amo-te como se não houvesse,
A saudade de outras lembranças,
Com que converso contigo agora,
Das estrelas pequenas que navegas.

Há em ti uma forma a se estranhar,
A qual busco-me no alto céu,
Com contos amiúdes e eufóricos,
Até a poética latente dos cantos nupciais.

O inominável terno das porções,
Mágicas dos inconfundíveis memoriais,
A lógica é não tê-la como aliada,
Enquanto se tem as vestes todas brancas.

Um sol a cegar-me,
Pelo intenso ultravioleta,
Sendo sempre tão certeiro,
A que parece ser a sua pele.

Se infiltrando na minha loucura,
Às pressas de meu pobre julgamento,
Sem deixar tempo hábil,
Para esconder-me de um nome verdadeiro.

Ricardo Oliveira