Com acolhimento parcial do apelo e pequenas adequações na dosimetria das reprimendas, quatro réus foram condenados a penas que, somadas, alcançaram 45 anos de reclusão. O servidor público, que ocupava o cargo de diretor de compras do município, teve a pena mais elevada, de 21 anos, 10 meses e 24 dias de reclusão, em regime fechado. As condenações dos empresários variaram de quatro anos e 10 meses até 12 anos e oito meses – esta última também em regime fechado. Todos ainda vão pagar multas sobre os valores desviados.

Segundo denúncia do Ministério Público, em conluio de vontades e previamente acertados, os integrantes do grupo utilizavam notas fiscais falsas para atestar a entrega de medicamentos e produtos hospitalares em quantidades superiores àquelas efetivamente disponibilizadas e promoviam entre si a divisão dos recursos irregularmente sacados dos cofres públicos.