Isabela Toledo Colunista da Coluna de Educação

Eu sempre procurei ser uma profissional muito organizada, com o objetivo de manter tarefas em dia, ter uma visão clara das minhas atribuições, seguia datas e entregas corretamente e, consequentemente produzia muito papel. Pastas para classificar documentos, conteúdos, cadernos, agendas, livros, post-its. Também tinha muitas reuniões com meus times de trabalho.

Com a pandemia, comecei a trabalhar em casa, fazendo home office e, no início, tentei manter as mesmas práticas. Porém, com o tempo, as minhas percepções sobre organização começaram a mudar muito!

A primeira coisa foram as reuniões, que passaram a ser virtuais. O problema era: como fazer reuniões interativas e virtuais? Foi aí que comecei a conhecer ferramentas que poderiam me auxiliar nisso: mural, miro, trello, padlet. Fui autodidata em muitos e em outros procurei tutoriais no Youtube e cursos pagos e gratuitos que me ajudassem a dominar as ferramentas.

Com isso, as reuniões ficam muito colaborativas, mesmo que virtualmente, e super produtivas.

Também percebi que os papéis não favoreciam o compartilhamento prático de informações e ideias. Por isso, passei a usar diversos outros aplicativos: os apps da Gooogle (docs, forms, apresentações, agenda, keep, tarefas), outros da Microsoft como o Onenote e muitos outros aplicativos de apresentações, reuniões e etc.

Hoje eu praticamente não uso papel, arquivo tudo na nuvem e tenho mais de 100 aplicativos em meu celular. Uso todos eles! Pode acreditar! Uns mais que outros, mas todos são importantes para minha organização.

Também pude intensificar minhas leituras e meu Kindle passou a ser usado muito mais frequentemente e também aderi apenas aos e-books. Só compro os livros impressos que não são disponíveis no formato e-book ou dos que preciso para minhas pesquisas educacionais e consultas frequentes.

Repensei minhas práticas o tempo todo e ainda é assim! Sempre existe uma versão  melhor de nós mesmos e de nossa prática pedagógica. Então precisamos nos sentir constantemente inquietos para buscar melhorar.

O que eu mais estudei foram novas metodologias e novas ferramentas para engajamento e trabalho em equipe.

Deixo aqui uma mensagem para meus colegas professores e demais educadores: tenham coragem de compartilhar suas experiências, não tem medo de inovar e fazer coisas diferentes. Tente logo e se não der certo, pare. Não fique esperando a perfeição, pois esta nunca será alcançada, porém deve ser sempre almejada! Em frente, sempre! É muito importante não ter medo da tecnologia e de experimentar novas ferramentas.

Nossos alunos são nativos digitais, são geração interativa, mas precisam da nossa orientação para utilizar toda a tecnologia e a internet. Nós somos os orientadores, mediadores e curadores do processo de aprendizagem.

E é bom lembrar: o aprendizado é algo eterno!