DISTONIA: A contração involuntária, lenta e mantida dos músculos da perna, das mãos, do rosto e do pescoço podem ser sintomas da distonia.

Essa doença rara atinge normalmente pessoas entre vinte e cinquenta anos de idade e pode se manifestar das mais diversas formas.

Uma das mais comuns é o torcicolo espasmódico. A pessoa fica com a cabeça virada só para um lado e tem dificuldade para se mover.

Por provocar movimentos repetidos, alguns tipos de distonia acabam sendo confundidos com o chamado TOC, Transtorno Obsessivo Compulsivo.

Um exemplo disso é quando a doença atinge a região em torno dos olhos fazendo com que a pessoa fique piscando sem parar.

Mas, segundo o neurologista do Hospital Anchieta de Taguatinga, no Distrito Federal, Henrique Braga, as duas doenças são totalmente diferentes.

“A distonia é uma contração mantida, ela fica praticamente 24 horas a contratura muscular, involuntária, independe da pessoa.

Pessoas que tem o TOC, por exemplo de passar a mão no nariz, ou de olhar para direita, ou de piscar os olhos, são ações voluntárias, que a pessoa usando medicações ou se distraindo, esse TOC desaparece. Então, não é um contração involuntária e mantida do músculo.

Já a distonia, se a pessoa ficar acordada 24 horas, a distonia será mantida durante 24 horas, independente de medicações, de técnicas que nós usamos para distrair a pessoa.”

o neurologista Henrique Braga, até os dias de hoje, não foram descobertas formas de prevenir a distonia, mas ele cita alguns cuidados que podem ser tomados.

“Não tem como prevenir. No caso da cãibra do escrivão, que é mais comum, a prevenção seria tentar colocar uma pausa, por exemplo, de dez minutos a cada cinquenta minutos de atividades que você tem escrevendo ou lecionando no quadro.

Uma pausa para descansar para tomar uma água e aliviar a sobrecarga que você tem de movimentação da mão.

Essa seria uma única forma de prevenir esse tipo de distonia. Mas, todas as outras, seja ela um torcicolo espasmódico ou distonia de um membro, de uma perna, realmente não tem como prevenir. Quando tem que acontecer acontece.”

O neurologista explica que a doença geralmente é tratada com relaxantes musculares e ressalta que ao apresentar qualquer tipo de sintoma, a pessoa deve procurar por atendimento médico.(Ministério da Saúde)