Em Foz do Iguaçu, Presidente Bolsonaro lança pedra fundamental da duplicação da BR-469

O Presidente da República Jair Bolsonaro descerra a placa alusiva ao lançamento da Pedra Fundamental para a duplicação da BR-469. – Foto: Carolina Antunes/PR

OPresidente Jair Bolsonaro, acompanhado de ministros, lançou, nesta quinta-feira (27), em Foz do Iguaçu (PR), a pedra fundamental da duplicação da BR-469, também conhecida como a Rodovia das Cataratas. Com 8,9 quilômetros de extensão, a rodovia é o principal corredor turístico da região. O investimento será de R$ 139,4 milhões, sendo R$ 136,3 milhões da usina hidrelétrica Itaipu Binacional. O governo do estado fará a licitação e a gestão da obra.

A duplicação é considerada essencial para fortalecer o turismo regional. A obra é uma reivindicação antiga da região. A via conecta Foz do Iguaçu e o trevo da Argentina ao Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu e ao Parque Nacional do Iguaçu.

O Presidente Bolsonaro destacou as ações do Governo Federal no estado voltadas ao turismo. “As obras daqui, aeroporto, duplicação de pista, entre outras, vão potencializar o turismo para essa área, coisa que o Gilson da Embratur, está vibrando, bem como o Marcelo Antônio, nosso quase ex-ministro do Turismo; porque o turismo foi a pique com a pandemia, mas que está recuperando agora e vai, obviamente, chegar aos mesmos níveis que se encontravam no início do corrente ano” disse o Presidente.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, falou sobre a importância das obras na rodovia e construção de um ponte para região. “Lançamos a pedra fundamental para a tão sonhada duplicação da Rodovia das Cataratas. E temos a ponte da integração, a segunda ponte internacional de Foz andando, que já está com 30% executada. Uma ponte sensacional, 760 metros, uma ponte estaiada, 460 metros de vão estaiado, o maior vão da América Latina, o desvio dos caminhos que vão passar pela ponte da integração saindo do centro da cidade. Um equipamento importante para essa região”, disse o ministro da Infraestrutura.

Em maio, o Presidente Bolsonaro lançou a pedra fundamental da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, obra com recursos de Itaipu. A segunda ponte sobre o Rio Paraná terá 760 metros de comprimento e será importante para desafogar o tráfego na Ponte da Amizade, facilitar o transporte de cargas na região e contribuir para impulsionar o turismo e o comércio.

Aeroporto

Antes do lançamento da pedra fundamental para a construção da Rodovia das Cataratas, a comitiva visitou as obras do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu que incluem a ampliação da pista, ampliação do pátio de manobras e a duplicação da via de acesso ao terminal.

Com as mudanças, o aeroporto poderá receber voos internacionais e se tornar um hub no Mercosul. O hub é um aeroporto que serve como centro de conexão de voos.

“Saímos do aeroporto e vimos 600 metros de ampliação de pista. Talvez as pessoas não tenham percebido, mas tinha lá também a ampliação do pátio de aeronaves com mais quatro posições. A pista de Foz do Iguaçu vai ganhar mais 600 metros e isso inclui Foz do Iguaçu nas rotas internacionais. Vamos ter voos do exterior direto para Foz do Iguaçu. Vai ser fornecido um equipamento à altura do potencial turístico dessa cidade”, disse o ministro Tarcísio Gomes de Freitas.

O projeto está sendo financiado em parceria pela Itaipu Binacional e a Infraero. “Estamos usando os recursos de Itaipu em ações que são extremamente estruturantes” disse o ministro da Infraestrutura.

A obra no aeroporto, a duplicação da rodovia e a construção da ponte são parte de um conjunto de obras estruturantes em andamento na região com recursos da Itaipu Binacional. No total, os investimentos somam cerca de R$ 1 bilhão.

Visita a Itaipu

A agenda de compromissos do Presidente e ministros em Foz do Iguaçu foi encerrada com uma visita a usina hidrelétrica de Itaipu. A usina é uma entidade binacional criada e regida, em igualdade de direitos e obrigações, entre o Brasil e o Paraguai.

É líder mundial em produção de energia limpa e renovável e fornece 11,3% da energia consumida no Brasil e 88,1% no Paraguai, de acordo com dados de Itaipu.