TERMINANDO A COLUNA
O colunista está quase terminando a sua coluna, e a imagem de Amália não
desprende um só minuto de ser devaneios, porém aos poucos, vai sendo
preenchido com os momentos que teve com Sandra. Ao menos por instantes. De
repente…Uma jovem de aproximadamente um metro e setenta, vestindo um vestido
floral, cabelos longos, loiros e olhos azuis, vem ao encontro do homem a estar
distraído.
AMÁLIA OLIVIER: – Bom dia, por gentileza, Daniel Muller! – Simpática demais.
DANIEL MULLER: – Sim sou eu? O que posso fazer por você?
AMÁLIA OLIVIER: – Você está nos meus sonhos! – Com desenvoltura.
DANIEL MULLER: – Como? – Levantou rápido da cadeira, e com surpresa no olhar.
AMÁLIA OLIVIER: – Não sei como, mas o seu nome entra nos meus ouvidos e a
sua imagem na minha mente como uma droga. Podemos conversar?
DANIEL MULLER: – Claro! Quando?
AMÁLIA OLIVIER: – Quando puder!
DANIEL MULLER: – Hoje, às vinte horas no Restaurante Parisiense!
AMÁLIA MULLER: – Combinado! Obrigada. – Disse apertando a mão da Daniel.
Se virando, Amália sai da Redação, e deixa perplexo Daniel. Sandra fica sabendo
que sua viagem está marcada para Sexta-feira, com embarque às dezesseis horas,
e a cidade será Madri, Espanha.
EM CASA
Em casa, pois não havia nenhum ensaio fotográfico marcado pela agência, Sandra
se prepara para a viagem. Pega a mala vermelha, e vai arrumando as roupas e
pertences. Entretanto, a noite passado, lhe deixou vulnerável. Não sabia ao certo o
que queria, e se esse amor era forte ou apenas acúmulo de sentimentos distorcidos.
Pega o celular e liga para Daniel.
DANIEL MULLER: – Fala meu amor!
SANDRA LOPES: – Estou em casa, hoje não teve trabalho!
DANIEL MULLER: – Certo! – Não entendendo nada.
SANDRA LOPES: – Esta noite podemos sair, preciso conversar sobre a viagem com
você.
DANIEL MULLER: – Terei que ficar na Redação até mais tarde! – Tentando encobrir
o encontro com Amália.
SANDRA LOPES: – Não tem problema! Amanhã pela manhã, tomamos um café
juntos?
DANIEL MULLER: – Podemos sim!
SANDRA MULHER: – Até então!
DANIEL MULHER: – Até! – Desligando o celular.

Gerando desconfiança? Isso não é bom!