Próxima de mais, porém, sois a andorinha que passa a voar para muitos lugares. Lugares impossíveis de imaginar. Entro em constante vontade de estar com os olhos voltados a ela, para a inspiração poética venha a me tomar por inteiro, afim de que, minha alma seja devastada intensamente, sem restrição alguma. Meu passo me tem orientado a nunca se perder no caminho e, por mais que eu tente evitar, sei o quanto busco a tua face.

Imagino uma cachoeira, transbordando o meu espírito de tanta tranqüilidade.
Somente percebo a sua docilidade, e a voz se cala, menos dentro de mim. O som de
algumas palavras suas, soam como meditações em catedrais. Ao deitar em meu leito,
no fim de noite, me entrega ao sono profundo, cujas flores se abrem em todas as
possíveis estações. O desprezo é o inicio do não desejo, depredando os sentimentos,
culminando em múltiplos sofrimentos.

E nessa hora, penso nas páginas de livros lidos e não lidos, numa explosão de
sabores, viabilizando as imagens, no qual, pretendo escrever sobre os detalhes de sua
mocidade, pois a minha, já estar se indo pouco a pouco. Também, a nostalgia sempre
arranca uma parcela de razão, existente. Outra vez, quero despertar para ter uma boa
desculpa, onde impulsionado, ansiosamente, procuro ver as asas dessa andorinha que,
estar me envolvendo por visas de pensamentos, levemente, insinuando sem se importar.

Descubro os limites da verdade, mas não os mistérios revelados! Espero ter sucesso em outro momento, pelo simples fato de subir as montanhas do imaginário. O imaginário além do ato de tornar as coisas reais. Há sempre um dia, em que, me foge os versos levados por esse pássaro personificado, dona de uma enxurrada de canções, marcada por um terno lábios.

Por: Ricardo Oliveira.