LIGAÇÃO E DESCONFIANÇA
Em casa, Sandra havia descansado um pouco, mas a desconfiança na voz de
Daniel, mexia com sua imaginação. Com o celular nas mãos, discou e ligou para
ele, só dava caixa de mensagem. Se levantou do sofá, e com a bolsa, saiu porta a
fora. Seu palpite era o Restaurante a qual teve a melhor noite da sua vida.
Enquanto isso… Daniel e Amália dialogavam sobre os acontecimentos.
DANIEL MULLER: – Os sentimentos… – É interrompido.
AMÁLIA OLIVIER: – São verdadeiros! Intensos.
DANIEL MULLER: – Você acha que nos apaixonamos no passado? Sei ser tolice,
isso que eu falei!
AMÁLIA OLIVIER: – Já pensei nisso também, portanto, não é tolice sua, nem
mesmo minha.
DANIEL MULHER: – Nunca conseguiremos chegar a fim deste mistério!
AMÁLIA OLIVIER: – E quem disse que precisamo? Mistério é mistério!
DANIEL MULHER: – Correto, mistérios são mistérios!
Enquanto eles conversam, algo inusitado os deixam constrangidos. Suas mãos se
tocam como uma faísca de luz, e um fica procurando o céu nos olhos um do outro.
Rapidamente, ao perceberem, disfarçam, e recolhem as mãos.
AMÁLIA OLIVIER: – Desculpe Daniel!
DANIEL MULHER: – Eu que deve me desculpar, nem nos conhecemos! – Um
sorriso surge.
AMÁLIA OLIVIER: – Acreditas, então, que somos almas gêmeas?
DANIEL MULLER: – Não sei de nada, nem certeza!
Ao avistar o restaurante, Sandra atravessa a rua e entra. Temendo ver algo em que
possa dá credibilidade a sua verdade sobre o pensamento a respeito da voz
mentirosa a qual Daniel deixará ao falar com ela, suas pernas tremiam. E na mesa
em que jantaram outra noite, a decepção assolou seu corpo inteiro. Não queria
acreditar, mas uma mulher ao seu lado se encontrava.
SANDRA LOPES: – Daniel, como pode! – Frustração.
Daniel e Amália levaram um susto.
DANIEL MULLER: – Sanda?
SANDRA LOPES: – O que significa isso? Quem é ela? De onde se conhecem?
Você mente, Daniel, tão bem! – Enfurecida, traída e magoada.

Eita! Desordem!