Ricardo Oliveira Colunista da Coluna da Poesia

O tempo se ver na sua objeção,

Resgatando o que poderia ser a história,

Que um dia apenas, e em termos da memória,

Julga-se o começo, antes do próprio fim.

 

Nela, retratos com imagens!

Encantados lábios serenos,

A qual a madrugada não teve,

O fascinante versar dos beijos.

 

Isso, transmuta a alma,

Com essência do cheiro seu,

Dos sorrisos ao invés de estar adormecido,

Em algum lugar qualquer dos devaneios meus.

 

Inexplicável sensação do silêncio,

Embriagando-se nas curvas das possibilidades,

De estar inerente ao escondido,

Diante de toda a minha imaturidade!

 

E as mechas dos cabelos,

Se entregando nas palavras ao pé do ouvido,

Enquanto penso nas águas correntes,

Num belo navegar pelo princípio do paraíso.

 

Retirando da tese de um romancista,

Pedaços dos meus sentimentos sombrios,

Querendo mover com dois dedos,

As madeixas para ver um rosto aqui!

 

Como são gotas de vinho Almadén,

Aveludando a tenra verdade da boca,

No cristal de uma taça cuja, luz que te inflama,

Trás na luxúria da noite o abraço em ti?

 

Devoro-me ao som dos anos setenta,

Misturando a confusão da espera aleatória,

Da resposta que nunca o coração tivera,

Perdendo-o somente por si…