Ao contemplar o dia, não me convenço de que todos os teus necessários traços, eu não tenha visto, para a minha imensa inspiração. Não são as flores, o perfumar de um cansativo labor, mas a sua presença. Uma realidade muda que me cega constantemente. E dessa cegueira, fico sem poder ter as certas palavras, para a minha salvação. O que em si mesma que, penetra o sentido reflexivo dentro de mim?

 

O sentido, no qual, me faz sair do meu lugar de origem e, ir para as nuvens. Não nuvens qualquer, mas, a imensidão de que ela pode ser em termos além dos pensamentos. O que é o pensamento? O que é a nuvem? O pensamento é a construção poética de tudo o que a iluminação é capaz de trazer. A nuvem nos proporciona o lugar de descanso. O descanso da vastidão de um campo, repletos de coisas de nossa crença, pelo qual, somos levados a estremecermos por meios de uma experiência espiritual e elementar. A imaginação de onfiança e paz.

O que eu mais queria, era estar contigo, de forma a vivenciar a essência de tua
alma eloqüente, somente pelo prazer de por os sentimentos a prova. Derramar-me de
tantas lembranças, vem a questionar sobre os motivos pelo qual, tens trilhado caminhos
longe dos meus. Sou um gondoleiro, a procura de alguém que possa navegar comigo
pelos mares e, neles, voar até as estrelas, num sonho interminável. Nisso, tenho estado
em profunda desvantagem, pois, cada vez mais, o não olhar para seus perfeitos lábios,
me mantém desastradamente, numa insanidade de versos, onde as poesias escritas,
jamais, serão mil desejos abertos em meu modo de sentir.

Já não sinto nada! Porém, sinto todas as pequenas sensações de estar à beira de
um oceano sem fim. Sem ter finalidade para nada e, o nada é apenas uma visão de
mundo, assim, o mundo, uma sociedade padronizada demais. Nessa sociedade, me
transforma em alguém que não sou, mas em alguém que eles querem. Uma anulação
sua, significa a anulação de minhas expressões. E como me anulas? É simples! Não
sorrindo, não cantando com sua voz, não sendo a portadora da luz. Quando há
luminosidade, então, há o resplandecer do amanhecer. Quando isso for inexistente,
conseqüentemente passo a não transmitir a verdade.

Por: Ricardo Oliveira