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Como sois mais doces do que o favo de mel! De uma interminável gentileza, que meus olhos não são dignos de ter o olhar poético. É nesse olhar, que são capturados os detalhes de um traço, visto por quem é um poeta. Não somente isto, como também, a essência existente numa alma, no qual, não se pode tocar, pois, intocáveis são os espíritos, pelo qual, somos criados. O mel é um atrativo, para que se possam ter condições de um amadurecer de ideias, porém, sou apenas alguém…

Alguém com um pouco de fel. Não é estranho estar dizendo tal absurdo? Sim! È, só que o tempo nos ensina ou nos correm, dependendo dos acontecimentos das causas.
Tenha em mim o fel, somente quando perco a oportunidade de deixar a inspiração se conectar a iluminação e dela, se beneficiar de maneira plena e explosiva. Consome-me o fato de ter o dom, mas, a distância é o propósito forjado pela compreensão, de que, meu mundo se torna meu próprio inimigo. Por isso, minha entrega se dá apenas em observar, usar da sensibilidade que me cabe e estar sensível a maneira certa de ter o que escrever.

Mas não me é constrangedor. Eu aceito tudo isso. Ao menos, posso ter a beleza  de viver com ela, pra ela e por ela, minha inefável poesia. Seja personifica ou não, o que conta é a certeza de que sou bem amado por quem, um dia, abriu os braços e me deu o valor sublime de um madeiro. Nessa altura, em que a desvalorização vem a tomar posse de todas as estrelas e luas, perceber um sorriso, causa um caos dentro de mim mesmo.

Uma loucura pensar que, um bom dia tem a força de alegrar e motivar os sentimentos escondidos do ser humano. Mas é a verdade. O que temos pra hoje, talvez, não seja saudade, seja uma falta de conscientização do amor. O amor nos revela ser a obra primordial de quem quer ter o seu espaço no universo. Imagino milhares de pessoas, entrando em uma cidade, onde lá, esse amor sincero e difícil de definir, trará bons frutos a todo tipo de versos livros e liberto de prisões e grilhões. Quem sorrir ama duas vezes. Quem ama, sabe a satisfação de ter confiança e fidelidade, na medida em que, for à grandeza do próprio coração.

Por: Ricardo Oliveira