Isabela Toledo Colunista da Coluna de Educação

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Ter uma turma de alunos engajados é sonho e meta de todo educador e de toda escola. Mas essa conquista pode ter vários caminhos. Vou apresentar um deles aqui que, tenho certeza, é caminho de sucesso.

Saber como as pessoas percebem o mundo e como extraem informações dele pode ser a chave do engajamento. Cada pessoa experiencia vivências de formas diferentes.

Métodos ágeis incluem melhorar as experiências vivenciadas. Na educação isso significa melhorar a experiência de aprendizagem.

Percebemos o mundo através dos nossos sentidos. Eles são como canais de experiência. Canal visual (visão), canal auditivo (audição), canal cinestésico (sensação corporal, tato), canal olfativo (olfato) e canal gustativo (paladar). Todos nós organizamos nossas experiências através destes canais e também consolidamos memórias através deles. Isso é chamado de Sistema Representacional.

O Sistema Representacional que um indivíduo tipicamente usa para pensar de forma consciente e organizar sua experiência é o seu Sistema Representacional Preferencial.

Existem exercícios e testes para descobrir o seu Sistema Representacional predominante. E ele não diz só sobre a sua forma de aprender, mas também conduz a sua forma de ensinar.

Segundo o site do Instituto Brasileiro de Coaching existem quatro tipos de sistemas representacionais. Eles estão listados a seguir:

  • Digital: é aquele que ouve e entende. Uma pessoa digital faz muitas perguntas e precisa de muita informação. Pessoas com essas características estudam as ideias para descobrir se elas fazem sentido e estão sempre dialogando internamente. Possuem dificuldade para se concentrar e, por isso, a leitura é um ponto fraco.
  • Cinestésico: é aquele que sente. O cinestésico gosta de abraçar, dançar e sentir. São pessoas que identificam/percebem as coisas por meio do contato, do corpo e da experimentação. Além disso, são muito intuitivas e valorizam bastante o local onde estão inseridas.
  • Auditivo: é aquele que ouve. Uma pessoa auditiva gosta de ouvir as outras pessoas, apresenta um amplo vocabulário, se expressam com objetividade e gesticulam muito. Essas pessoas aprendem a partir da escuta e gostam de desfrutar do silêncio.
  • Visual: é aquele que vê. Uma pessoa visual usa a visão como maneira de conseguir informações, identificando as coisas por meio de imagens. Essas pessoas têm memória fotográfica e geralmente demoram a repetir instruções orais/faladas. Em geral, preferem ler sozinhos a perguntar ou depender de outra pessoa.

Como podemos nos beneficiar disso em sala de aula?

O primeiro passo é o autoconhecimento. Saber qual é o seu sistema preferencial te trará compreensão sobre os tipos de aulas que você planeja, e proporcionará ampliar, conscientemente, as possibilidades de lecionar.

Agora, sabendo que sua turma possui diversos tipos de alunos, com Sistemas Representacionais Preferenciais diferentes, você deve planejar aulas que beneficiem a todos eles. Isso não significa beneficiar todos os alunos em uma única aula, pois seria impossível. Mas usar uma diversidade de metodologias em suas aulas, que hora enfatizam um, hora enfatizam outro sistema.

Isso amplia as experiências de aprendizagem e aumenta o aproveitamento.

Essa também é uma maneira de respeitar a forma como seu aluno aprende. É uma maneira de exercer a empatia!

Existem alguns testes simplificados na internet. Mas se quiser um resultado mais assertivo, peça ajuda a um coaching. Você já utiliza essa ferramenta na Educação Básica? Me conte nos comentários!

Referências:

https://www.ibccoaching.com.br/portal/o-que-sao-sistemas-representacionais/ acesso em 18/03/2020