O habito de beber das palavras que a própria poesia diz, é comparado ao habito de beber vinho. Quanto mais velho for, mas deleitoso leva-me ao meu destino.

Bebi das palavras que tu disseste!
E dessa bebida sempre beberei.
Por motivos bastante óbvios…
A bebida é o meu remédio matinal.

E eu bebo desta fonte,
Para que eu tenha mais desenvolta.
E banhe da bebida que tenho… [obtendo]
A inspiração que por vezes me consome.

E consumi-la implica em,
Ingerir a sabedoria.
De saber que nada no mundo é certo…
Em saber que tudo é incerteza e mistério.

O mistério de beber-te poesia.
É comparado ao beber vinho.
Que quanto mais velho for,
Mas deleitoso leva-me ao meu destino.

Que sempre foi beber das tuas palavras e,
Das curvaturas que derrama-se no meu planeta.
Porventura, o meu planeta não chama-se corpo e,
Porventura, no meu corpo não habita a minha alma?

Ricardo Oliveira