Com que desejo me tem por belo tomado, este eterno e meigo rosto que, lavou
minha alma de perfume inesquecível, no qual, só os teus traços foram capazes de exalar
em mim. Parece uma transbordar de pelas, das quais, me deito para em sonhos poder
ser iluminado com tais sabores e temperos. Um balsamo derramado, mediando minhas
orações contemplativas e vivas, em torno das poesias irrequietas.
É de suma importância, as horas que me são paradas, pois, o tempo chega e
surge igual tempestade, adiando nosso encontro de olhares. Os olhares são fontes de
saberes tão imensas, misteriosas e questionadoras, impossíveis de decifrar seus códigos
secretos. Nunca desvendei os segredos que trazes em teu coração, em mesmo, em teu
dócil espírito de mulher inspiradora, mas isso não me faz retirar de dentro de mim, as
nuances existente ao longo de dias.
Minha fronte se unge dos momentos memoráveis, em que, passo a ter a
perfeição concreta de lábios tão fora do comum, onde o mergulhar já é um aprendizado
constante de todas as formas de querer ser alguém, cuja manifestação total ou parcial
da luz, invade as noites de sono, involuntária, pelo qual, as lembranças penetram até o
fio de cabelos. Revelar um pouco de quem és, é a necessidade de me sentir mais
próximo da divindade, com que minhas mãos conseguem tocar.
Ouço os pássaros cantarem ao fim de tarde! A proporção de um final de cada
história só traz a obscuridade de entrar em desengano, por saber o quanto a
complexidade de uma construção de sentimentos, requer anos de vivência, na medida
em que, os laços vão sendo entrelaçados de força, onde se torna inquebrável. Mas, tudo
isso, se mostra um tanto ilusório. Porventura, pode um poeta ter as suas criações
desnudadas pelas virtudes do amor? Ou a insanidade é a bem-aventurança da arte de
se aventurar na loucura inconseqüente do defeito humano?

Por: Ricardo Oliveira