Quando pensamos em metodologias ativas ou em aprendizagem ativa temos a sensação de estar falando sobre algo novo que ainda não foi praticado ou que é praticado por poucos. Mas não é bem assim…

Aprender de forma ativa é a forma como qualquer ser humano se torna humano. Desde que nascemos aprendemos experimentando, fazendo, errando várias vezes até acertar. As superações é que vão nos fazendo crescer e aceitar novos desafios. A maioria dos aprendizados é até mesmo inconsciente, pela necessidade, pela vontade, pelo desejo.

Isso acontece por toda a vida. Segundo Moran (2018), “aprendemos desde que nascemos a partir de situações concretas, que pouco a pouco conseguimos ampliar e generalizar (processo indutivo), e aprendemos também a partir de ideias ou teorias para testá-las depois no concreto (processo dedutivo).”

Aprender é sempre um processo ativo, se pensarmos que envolve sempre uma movimentação de quem está aprendendo. Nós também aprendemos ouvindo alguém mais experiente e também quando descobrimos por questionamentos ou experimentações.

Mas por que pensamos que aprendizagem ativa é algo novo?

Porque as principais metodologias utilizadas atualmente são dedutivas: o professor transmite primeiro a teoria e depois o aluno aplica o que aprendeu passivamente.

Concordo com Moran quando diz que a aprendizagem por meio da transmissão é importante, mas o questionamento e experimentação propiciam uma compreensão mais profunda.

Principalmente porque o aluno que frequenta as escolas de hoje já tem acesso ampliado a todo o conhecimento oferecido pelo professor. Tornou-se então urgente priorizar as competências e habilidades a serem formadas e não somente os conteúdos a serem transmitidos.

Acredito que uma boa combinação seria unir as duas coisas, pois não existe negatividade na transmissão de conhecimento. Porém o aluno deve ser colocado no centro do processo, pois isso tornará sua experiência de aprendizagem mais sólida e definitiva.

A neurociência já provou que cada pessoa aprende de maneira diferente, a partir das conexões que surgem quando absorve tudo que julga ou percebe ser relevante. A forma particular de pensar torna as aprendizagens com ritmos diferentes e até trajetórias específicas. Por isso, toda a atenção precisa estar no aluno. Ele é o centro.

Quando falamos em metodologias ativas incluímos personalização do ensino, ensino híbrido, design thinking, aprendizagem maker e outras teorias e práticas que colocam o aluno como centro do processo.

Aprender ativamente significa adaptabilidade às diversas situações demonstrando a apropriação de competências e habilidades essenciais. É aprender de maneira concreta, com desafios, jogos, experiências, vivências e problemas.

Para que isso aconteça é preciso criar espaços (físicos ou digitais) que sejam criativos e que promovam a criatividade.

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Para saber mais leia:

BACICH, Lilian (Org.). Metodologias ativas para uma educação inovadora: uma abordagem teórico-prática. Porto Alegre: Penso, 2018.