Consistente mente involuntária, me banha e me arrasta para fora de mim mesmo, quando em sonhos ou até não conseguindo dormir, as madrugadas se tornam apenas passagem do tempo, onde, vivo a doce nostalgia de não ter visto a face dos ventos uivantes. O que acelera em meu interior, não é o acelerar do externo que, não tem nada haver com os súbitos sentimentos, se é que, nesta vida, sou compreendido.

Os mistérios que comprime meus ossos, são o não apresentados, assim, fico na dor e expectativa de descrever tudo existente nos meus olhos. A caminhada me leva para desejosos lugares, principalmente, nos diversos livros lidos, porém, não me dá respostas de nenhuma fundamental poética, para tal loucura, cortante em minhas nobres palavras. Não sou contorcionista, mas me contorce para entender os fenômenos do ser humano, na realidade, os de tanta musa vista neste contexto chamado de mundo não-poético.

E as vontades que tenho, propõem os campos floridos, como porta de entrada a meditação, contudo, já não há mais verdades em se ter que buscar, pois, elas jamais irão ao meu encontro, me dizendo necessariamente, os contornos que envolvem minhas complicadas dúvidas. Talvez, não seja para o desvendamento da problemática, insistente, morando em constelações de minha carne, por isso, acredito da melhor forma para resolver… Calar… Escutar… Esquecer… Deixar para além de um cotidiano existencial.

Por: Ricardo Oliveira.