Isabela Toledo Colunista da Coluna de Educação

Estratégia 1

Ampliando a rede neural dos alunos

Iniciar uma aula ou introduzir um conteúdo, fazendo perguntas aos alunos sobre seus conhecimentos sobre o assunto. Por exemplo, em uma turma de 2º ano, o professor vai iniciar o conteúdo de geografia sobre “cidades” (conceito e como se organizam). Então ele começa sua aula perguntando aos alunos (em linguagem adequada): o que são cidades/ quais os elementos de uma cidade/ se perto da casa deles existem padarias e comércios/ porque eles acham que foram criadas as cidades/ como as pessoas se deslocam para ir aos lugares e etc.

Dessa forma o professor “acessa” o cérebro dos alunos, fazendo com que todos os conhecimentos prévios que esses alunos tem, “se movimentem para a superfície”, ou seja, sejam “acordados” e assim ele introduz novos conceitos e proporciona que o cérebro faça novas conexões a partir do que já existia e amplie a rede neural dos alunos. Se ele inicia a aula sem fazer essa preparação, os conhecimentos podem ficar “adormecidos” e os resultados desejados, de uma aprendizagem plena, serem prejudicados.

Estratégia 2

Criando oportunidades de múltiplas conexões

Ensinar conceitos matemáticos com brincadeiras. As brincadeiras são parte constante da vida da criança e proporcionam momentos de prazer e alegria. Aprender brincando é muito mais fácil para a criança. Quando o professor se utiliza dessa estratégia, ele está estimulando os cinco sentidos da criança e assim, ativando várias áreas do cérebro e criando uma oportunidade de múltiplas conexões, ou seja, experiências ricas e aprendizagem verdadeira. Além disso, a brincadeira gera prazer e isso faz com o cérebro identifique aquele conceito que está sendo ensinado como “positivo” e não cria barreiras para a sua compreensão.

Estratégia 3

Consolidando memórias

Repetir um conteúdo a partir de uma metodologia diferente da aplicada da primeira vez. A repetição é necessária para a aprendizagem, pois ela consolida as memórias. E para que isso aconteça, é necessária a reativação dos circuitos neurais. Usar uma metodologia diferente criará uma nova experiência a partir do mesmo objeto. Por exemplo, ao ensinar sobre alimentação saudável, um professor pode promover uma experiência culinária para a realização de uma receita de salada de frutas. Essa aula pode ser multiplicada em várias ações, desde ir à feira até a observação das frutas e higienização das mesmas, conversando sobre os benefícios específicos de cada uma delas. Após essa multiexperiência, em um outro momento, o professor pode contar uma história que envolve a memória das frutas.

Estratégia 4

Estimulando as conexões neurais

Criar um desafio para os alunos, observando se eles possuem as bases necessárias para resolvê-lo. Um desafio é algo estimulante, produz curiosidade para descobrir a solução e também expectativa. Isso estimula as conexões neurais, e o raciocínio.

Estratégia 5

Mantendo a atenção de maneira eficaz

Fazer pequenos intervalos durante aulas longas. Se o aluno é obrigado a manter sua atenção por muito tempo, seu cérebro “desliga” e assim, perde-se produtividade. Fazendo pequenos intervalos, o cérebro consegue manter o indivíduo atento pelo tempo necessário. Com crianças pequenas, isso também pode ser feito, mudando-se de atividade periodicamente.

Essas são dicas simples que potencializam as atividades pedagógicas e o processo educativo. Não são novidades, mas é importante refletir sobre o motivo de certas práticas e introduzir novas estratégias na sala de aula. Tudo isso faz com que o aluno tenha uma excelente experiência de aprendizagem!