Desperta o dia, e com a vida se completa.
Nem tudo que termina,
Obscurece as questões mal respondidas.
Nutre-se o engano, a busca não se dá por vencida.
O que antes era só corpóreo,
Sabe-se o quanto a alma se desprendia.


Ah, quando virás, verdade que,
Advém do coração místico?
Ao se deparar com a névoa,
Entenderá o olhar liberto,
No contínuo manuscrito.
E não me cabe seguir,
Nesta contemporânea presa…


De estar ao seu lado e,
Ao mesmo tempo vendo,
A morte chegar desconexa.
E vou segurando-me nas paredes,
De um quarto sem suas mobílias e, percebo..
Ser ele, parte de um constante vazio,
Quando me imagino a longo prazo,
Estar para sempre tão só consigo.


O que é a essência da realidade,
Aquela a qual não se pode enxergar?
E senti-la é viver observando o mar,
Sem nunca tê-la o tocado, na loucura de,
Desejar por infinitude amar?
Tudo é incompletude.


No que vem a ser tão superficial,
A tal desesperança habitual,
Transmigrando-se para um ser mortal.
Talvez, é insuficiente ter pensamento…
E nele encontrar o caminho de volta!
Se a musicalidade de certos anjos,
É mostrar aquele que o consola.


Por conseguinte, cabe-se não permitir,
Abrir a todas a existência da revelação,
De acreditar em teu semblante luminoso,
Antes de estares comigo,
E te apartares por constância.


Reluto ao negar a sublimidade,
De tal véu a encobrir-me,
Deixando abscôndito a natureza,
Dos olhares da poesia inexpressiva.
Por que, ò musa, não me envolves,
Com desmesurada simetria?