Oz de Oliveira Colunista de Coluna das Crônicas

Pense em um mundo, sem tragédia, sem filas, sem ter que ouvir, o absurdo que é o preço das coisas e o valor de nada as escolas vazias, as vacinas que matam a minha e a sua falta de coragem as mensagens que nos chegam sem parar. o mundo está de cabeça pro ar, as cartas demoram a chegar as folhas caem nas velhas ruas na falta de o que fazer. os homens inventam vários deuses e regras guerras tolas pactos e papas de paz.

Tudo que temos nas mãos é apenas esperança areia que cai entre nossos dedos nossos medos os tanques lá fora, o cheiro de óleo disel, o comprimido pra dor de cabeça; vou pro meu emprego todos os dias ouvindo a mesma canção. Meu futuro é inserto tenho medo da cortina de fumaça da farsa de nossos vizinhos, tenho medo de ficar sozinho tenho medo…

Tudo é monótono um presépio de papel uma lei tola a tempos não sinto vontade de voltar pra casa este é o nosso mundo e estamos sendo despejados para o outro lado da rua. Ano que vem tudo vai ser diferente tenho dinheiro e não tenho nada para comprar, tenho presa mais não quero chegar nestes dias que estive doente escrevi várias canções contei todos os sinais da parede li todos os meus livros que não escrevi vi o que o fim do mundo é logo ali naveguei em uma nau portuguesa contra o vento, senti o amor e saudade de quem nem conheço pensei em tantas coisas entre elas o valor da vida moderna. Pensei em comprar um Fusca, pensei muito mais não disse nada eu sentiria saudade deste mundo se eu fosse embora como está nuvens covardes que não param chover.