Não quero pensar em ser o último romântico na face da terra, e sim, um deles, no qual não resiste a flores, a cartas, e fazer das palavras a prática concreta da vivência humana, e de certa forma, da relação entre o amor: o ato não teatral, mas sim, uma essência insondável, luz do amanhecer, vento nas noites intensas, assim como o som do silêncio vindo das madrugadas, ao menos esse é o meu puro conceito.


Por que será, nestes tempos em que avançam os mares depressa, não somos capazes de termos um olhar profundo e intenso quanto ao fascínio de ser eterno romântico/romântica? Conta-me sobre as suas histórias de vida e a respeito das cortejadas passadas, presentes e quais as futuras. Costumo trazer comigo um pouco das doces sagradas belezas dos sentimentos de outrora… Outrora… Muito convenço das novas mudanças atuais! Enquanto, minha alma se rasga, por não estar apta a encontrar em si, essa práxis do cotidiano de quem lança a certeza do romance mais atualizado.

Claro, não é que eu venha a questionar inovações por parte de cada pessoa, eu entendo as características, e respeito cada um delas do ser humano. Sempre existe espaço para criações, é necessário! Entretanto, comento, deixo registrado neste meu diálogo com vocês, a abertura da
possibilidade de não ser abandonada as poesias, seus versos, o tempero que dá sabor à vida, de uma boa e impressionante jeito do resgate da expressão do amor, através da literatura. Coloquem-se totalmente a disposição para descobrir o verdadeiro significado da arte de se apaixonar. Olhem Romeu e Julieta! Encham-se de sua bebida a fazer do mundo, um lugar a se contemplar pelo mistério.