Encontrar-me-ei inteiramente na busca incessante pela alegria que vejo em seu rosto. Tento pedir a capacidade dessa rara e fantástica sintonia, mas não é possível. Completo em mim, um pouco de quem desejo ver quase todos os dias, na mente, pois é um mistério saber, quando meus olhos verão os seus outra vez. Entro num estado de pura inspiração, e a carta a qual escrevo, transforma minha alma em tempo…


Tempo este, a ser companheiro das leituras que faço ao longo da existência! Confesso que, se Carlos Drummond de Andrade se reunisse comigo nesta época do ano, me faria um convite: Vamos fazer um poema ou qualquer outra besteira. Fitar por exemplo uma estrela por muito tempo, muito tempo e dar um suspiro fundo ou qualquer outra besteira. Sim, é um poema intitulado de Convite Triste.


Ah, seria um sonho poder fazer disso, um momento simples, porém, especial, enquanto meus lábios refrescam do dia a amanhecer ou da névoa da noite a sugeri uma compreensão além dos sentidos. O coração sabe do poema indeterminado, até pelo fato de ser extenso e profundo demais. Esquivo-me de qualquer relação com a vida sem brilho, sem motivação, sem nada. Lembro dos bons fluidos, e sua essência.


Permitir estar vivo, já é o começo de uma nova verdade. Se não é válido te fazer andar pelo caminho dos meus passos, é interessante contemplar seus passos nos meu caminho! E quem pode descobrir os segredos de quem estou me dirigindo? Então, vou ficar calado, e deixar a criatividade dos leitores ter a oportunidade de voar como pássaros a irem a lugares distantes. Desta forma, todos podem viajar.