Converso-me com a alma,
Ainda que vagueia,
Nos traços da tua noite,
Com insanidade exposta no rosto.

E diz para mim vontades,
Dos quais eu não quero,
Na calada do inconsciente.

Soando em tom intenso,
Das notas musicais que não tenho,
Buscando sentir nos meus esquecimentos,
O escondido da verdade em ti.

Muitas vezes em peleja,
Confrontamos sem nexo,
O absurdo do reverso,
De quem realmente somos.

As palavras enfáticas,
Demonstram outros meios,
Deixando-nos na mortalidade brevemente.

Quando me viro,
É impossível te enxergar,
Então, peço para ires embora,
Para os meus olhos se fecharem