Isabela Toledo Colunista da Coluna de Educação

Chegamos ao final de mais um ano e é inevitável pensar sobre o próximo ciclo e traçar metas para melhorar nosso desempenho profissional. Recomeçar é muito importante pois nos dá a chance de fazer diferente, fazer melhor, inovar. A vida é feita de ciclos que tem início, fim e vários recomeços. Isso organiza nossas ações e acalma a ansiedade. Precisamos sempre de terminar e começar novamente. E os rituais que marcam esses fins e esses recomeços são muito importantes. Por isso sempre digo que não podemos perder a chance de fazer uma retrospectiva e também de definir novas metas, baseadas em nossos sonhos, desejos e necessidades.

Para 2021 esperamos uma escola híbrida, que combine de maneira muito assertiva atividades on-line com presenciais. Haverá transmissão ao vivo das aulas para suprir a necessidade do escalonamento de alunos, respeitando os protocolos elaborados pelos municípios, que definem a quantidade mínima de alunos por sala e o distanciamento entre as pessoas.

As escolas se prepararam com medidas que garantem a segurança e primam pela preservação da saúde. Mas o que mais tem preocupado os pais é o que seus filhos realmente aprenderam em 2020. Todos aguardam com muitas dúvidas e expectativas a “avaliação diagnóstica”, que promete informar os conhecimentos adquiridos e, a partir dela, descobrir como recuperar o que não foi conquistado ao longo do ano.

Esse é um dos pontos mais importantes e que ajudará a definir o nível de confiança que as famílias têm para com a escola. A competência de diagnosticar, prescrever e tratar será colocada em evidência e isso é realmente desafiador. Não deveria ser, mas é verdade que é.

Devemos somar, à nossa recente experiência adquirida com a escola on-line, a necessidade constante de sermos criativos, adaptáveis e inovadores. Essa trilogia garante a sobrevivência.