Na invasão do Congresso dos Estados Unidos, deixou quatro pessoas morta, são apoiadores do presidente Donald Trump.

Na quarta-feira 06/01, os parlamentares realizavam a sessão de ratificação da vitória de Joe Biden nas eleições. Durante a invasão um mulher manifestante foi baleada por agentes de segurança na sede do Legislativo americano. Ela foi socorrida e levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo no hospital.

O chefe do departamento de polícia de Washington, Robert J. Contee, afirmou que outras três mortes (dois homens e uma mulher) foram registradas nos arredores do Capitólio. Ele disse que esses óbitos decorreram de “emergências médicas”, sem oferecer mais detalhes.
As identidades das quatro pessoas não foram reveladas.

14 policiais ficaram feridos, um deles em situação grave, durante os confrontos no Congresso. 52 pessoas foram presas, 47 delas por desrespeitar o toque de recolher em vigor desde as 18h locais (20h em Brasília).

Imagens de TV mostram manifestantes quebrando janelas para invadir o Congresso. Eles acessaram várias partes do prédio, inclusive o plenário. Os congressistas foram levados para áreas protegidas, e a sessão de certificação foi interrompida. Não há previsão para que ela seja retomada. ​

Uma hora antes da sessão, Trump fez um comício em Washington e disse a uma multidão que jamais assumiria a derrota para Biden, pois a eleição foi roubada.

O republicano, porém, não apresentou nenhuma prova que sustente a declaração. Mais de 60 ações que apontavam fraudes foram negadas na Justiça. Biden teve 81 milhões de votos, contra 74 milhões de Trump.

A sessão no Capitólio foi retomada depois que as forças de segurança conseguiram retirar os invasores do local. Embora tenha seguido madrugada adentro devido às contestações apresentadas por congressistas republicanos que atrasaram o processo, o Congresso certificou a vitória do democrata.

Horas depois, Trump, por meio de um comunicado nas redes sociais, prometeu na manhã desta quinta-feira (7) que “haverá uma transição ordeira em 20 de janeiro”, o dia em que ele deverá deixar a Casa Branca.

“Embora eu discorde totalmente do resultado das eleições, e os fatos estão do meu lado, ainda assim haverá uma transição ordeira em 20 de janeiro”, disse.