Não acredito que se possa entender,
As vontades de um coração
Suas docilidades e,
Antipatia pela própria razão.
Somente vejo,
Noites sem o seu fim,
Querendo ter o luar,
Com perfume de jasmim.
Dizendo palavras dos quais,
Vão me dá a certeza,
De poder viver sempre mais,
Andando contra a correnteza.
Fecho os olhos,
Tentando encontrar,
Um lugar tão próximo,
Para um dia te levar.
E se encarregar das sensações,
Ouvindo o palpitar que vão seguindo,
Do respirar da simplicidade humana,
Quando te sentindo, então, posso me calar.
Chegar a perceber que,
Sois o oráculo da essência
A mística do sol a preencher,
Cada gota de quem eu seria.
Íntimos no entrelaçar,
Deixando existir a luz,
Ao invés da escuridão,
A nós fazer se distanciar.
No meio de tudo isso,
Desvelar segredos insondáveis,
Da intenção do beijo revelar,
Querendo nada te perguntar.
Depois, vir loucuras de quem sorrir,
Esperando milagres de uma porta,
Abrir-se com a nossa presença,
Enquanto nos tornamos cosmos.