A juiza Andrea Cristina Rodrigues Studer, da 5ª Vara Criminal da Comarca de Florianópolis, aceitou denúncia e manteve a prisão preventiva do motorista acusado de causar um grave acidente nos Ingleses, no norte da Ilha, no dia 1º de janeiro deste ano.

Ele atropelou duas pessoas – uma delas segue internada em estado grave – quando estava ao volante de uma Range Rover blindada. A defesa do réu havia solicitado a revogação da prisão preventiva, sob a alegação de que o acusado não oferece risco à ordem pública, pois possui residência fixa e ocupação lícita.

A magistrada negou o pleito pois, no seu entender, não houve alteração fática ou fato novo nos autos, a ensejar a modificação da decisão de decretação de prisão preventiva. “Estão presentes os requisitos estabelecidos no artigo 312 do CPP, que ensejam a segregação preventiva”, afirmou.

Chamou sua atenção, ainda, o fato do réu informar ter renda mensal de R$ 1.500,00, mais comissões, e possuir um veículo de luxo blindado. Mais que isso, complementou, causou estranheza também o fornecimento de endereços e telefones diversos e conflitantes referentes ao seu local de trabalho e residência – circunstâncias que reforçam a segregação para garantia da aplicação da lei penal.

O motorista foi preso em flagrante no primeiro dia deste ano pela prática dos crimes de embriaguez ao volante e lesão corporal culposa provocado em acidente de trânsito. “Ao que tudo indica, diante dos depoimentos prestados em sede policial, o acusado fez uso de bebida alcoólica antes de conduzir o veículo com o qual atropelou as vítimas na calçada, reforçando a gravidade concreta dos fatos, confirmados pelas declarações das testemunhas”, escreveu a magistrada na decisão, em que também afastou o sigilo do prontuário médico de uma das vítimas porque o documento “é imprescindível para elucidar o ilícito do qual a paciente é vítima”