Com tantas rosas que vejo pelo caminho, o incomparável não é a melhor opção para um poeta. É pensando nisso, me vem à lembrança dos teus doces lábios. Pode ser que estejas muito perto, porém, sustento a tece de reprimir minhas vontades, já que elas não obedecem à razão, tendo juízo. As rosas falam e dizem palavras tão belas, dos quais tenho apenas a opção de escuta-las.

Não tenho verdades para julga-las. E isso de princípios, me leva a desfrutar de seu universo. Imagino uma dessas flores se abrindo em meio aos campos verdes, e saindo do interior delas, a sua meiguice quando simplesmente sorrir. Parece ser uma busca por algo novo, refletindo a face nas águas de um rio, por estar próxima. A onde eu me abasteceria? Sim, do néctar de suas mãos, pelas quais, são joias raras, de um valor inestimável.

E caiu no profundo sono, ao sentir o perfume contagiante, vindo da sensibilidade com que trazes o teu semblante. Porventura, não é de se derreter de sonhos, só de poder contemplar a menina flor, nascida do amanhecer, mas gerada enquanto no céu ainda era noite? Com certeza, hoje! Mistura-se em minhas poesias, uma ventania de mistérios…

Mistérios insondáveis. Nem a própria lua é capaz de me contar. Fico no deslumbre de um acontecimento que, me faça necessitar trilhar o caminho dos peregrinos. Foi lá onde às criações despertam e o encontro com a inspiração posta em movimento, se mostrando gentil e de uma amabilidade incrível. Vejo aos poucos, os dias se findando, os meses deixando de existir, assim como o ano, de forma brusca, acabando de me destronar em meu reino encantado. Já não posso mais ser rei, muito menos, te tomar como herdeira, enquanto te consumo com um beijo…