A festa estava no fim, mais da metade dos convidados haviam ido embora. E se aproveitando que o noivo não estava com ela, Ayelén foi ao encontro de Juan Pablo. Ao se aproximar, nota que estava a observar da janela, e preocupado. 

Ayelén: – Se divertiu? Entregando uma taça de vinho.

Juan Pablo toma de suas mãos a taça, dá um gole e responde, voltando-se à janela.

Juan Pablo: – Como não me divertiria!

Ayelén: – Verdade! Quero dizer, tem certeza, pois não é o que está parecendo.

Juan Pablo: – Não, não tenho certeza.

Ayelén: – Então, o que te tortura?

Juan Pablo: – Tudo. Olhou para Ayelén.

Ayelén: – Que negativismo!

Juan Pablo: – Sabe, quando você deseja fazer parte de algo, mas o legado familiar te prende!

Ayelén: – Eu compreendo, e considero entediante!

Juan Pablo: – Entediante? Franziu a testa sem saber do que ela se referia.

Ayelén: – A vida humana, mas, eu posso te ajudar nisso. Sorriu para ele.

Juan Pablo: – Como?

Descaradamente, Ayelén o toca e o beija, mas Juan Pablo a faz se afastar.

Juan Pablo: – O que está fazendo?

Ayelén: – Sempre consigo o que eu desejo.

Seus olhos mudaram de cor, ficando vermelhos como o sangue.

Juan Pablo: – Seus olhos! Disse dando um passo para trás e assustado.

Ayelén: – Não é a primeira vez que que te observo. Na verdade, há anos venho te querendo Juan.

Juan Pablo: – Você é a noiva do meu irmão!

Ayelén: – Sou mais do que pensa.

Ela se retira, enquanto Juan Pablo fica embaraçado e sem entender nada. Quando o relógio bateu às duas e três da manhã, os pais já haviam se recolhidos. Estavam prontos para dormir, Matias German  e sua amada, o barulho da janela do quarto começou a bater com força.

Matias German: – Vou fechar a janela. Falou enquanto seguia para fechá-la. 

Parece que Ayelén tem grandes planos!