Quando voltava para ter uma palavra com Ayelén, ela tinha desaparecido. No quarto de seu irmão, o livro sobre criaturas mitológicas, estava caído no chão. Juan Pablo adormecera, mas despertara ao ouvir um som estranho. Assustado, sai da cama para ver o que era. Notou que sua leitura de cabeceira estava perto de sua cama, e ao pegá-lo, se depara com Ayelén.

Juan Pablo: – Que susto! O que faz aqui?

Ayelén: – Você não quer me perguntar isso, quer?

Juan Pablo: – O que você realmente é?

Sua sensualidade era evidente, e começou a beijá-lo. Ele gostaria de se mover, porém, parecia hipnotizado de alguma forma. Jogou-o na cama, e se deitou junto.

Ayelén: – Uma vampira!

Juan Pablo:  – Não pode ser?

Ayelén: – Desejo a você, e posso acabar de vez com o sofrimento a qual carregas.

Juan Pablo: – Pode mesmo fazer isso tudo acabar?

Aylén: – Claro!

Devagar, Matias German foi saindo à procura da sua querida mulher. Passou pela cozinha, pela sala e por último no salão, mas nada encontrou. O jeito foi retornar até o começo, seu quarto, contudo, ao fazer isso, começa a escutar uns ruídos. Vê a porta do irmão entreaberta. 

Juan Pablo: – Eu quero!

Ayelén: – Isso não vai doer.

Juan Pablo: – Está bem!

Ayelén: – Eu amo você, e não me pergunte mais nada.

Juan Pablo: – Não sei por qual motivo, mas quando entrastes naquele salão, algo dentro de mim, aconteceu!

Ayelén: – Infinitos desejos!

Matias German acompanhou todos os movimentos e como Ayelén mudava de maneira inexplicável. Não poderia compreender a dimensão dos fatos, e de que ela havia o traído, mas ainda, a traição de seu próprio irmão. Viu os dentes de um predador nascendo rapidamente, então, com raiva, e acuado, correu. A vampira escutava batimentos, passos, e tantas outras coisas, tão além do normal, sem se importar.  

Juan Pablo: – Eu quero estar com você.

Ayelén: – Para sempre?

Juan Pablo: – Sempre…Sempre! 

Então, Ayelén perfurou seu pescoço, se alimentando dele.

O cerco estava formado!