Ao começarem as chuvas e o acúmulo de água parada, as chances de proliferação e desenvolvimento do mosquito aumentam significativamente

A dengue é uma doença viral contraída a partir da picada do mosquito Aedes aegypti. As larvas do inseto transmissor ficam inativas por um longo período de tempo. No entanto, ao começarem as chuvas e o acúmulo de água em locais inapropriados, as chances de proliferação e desenvolvimento do mosquito aumentam significativamente.

As larvas começam a se desenvolver naquela água parada. A partir disso o mosquito se desenvolve”, descreve a especialista.

Para se prevenir do transmissor, contra a dengue é a importância da higiene. “Cuidar do nosso lixo o mantendo coberto, assim como as caixas d’água e não deixar água parada, acumulada em garrafas ou pneus”. Adele ainda enfatiza que, os terrenos abandonados são outro fator que se deve ficar atento. “Temos que ficar de olho em terrenos baldios. São locais muito comuns de proliferação”.

Quanto aos sintomas mais comuns para a identificação da contração, estão as fortes dores de cabeça, localizadas, principalmente, atrás dos olhos, chamadas retroorbitária, a mialgia, dor no corpo generalizada, a dor nas articulações e a febre. “Esses são os sintomas clássicos. A dengue, inclusive, é chamada de ‘febre quebra ossos’, pois é uma dor muito forte”.

Por se tratarem de sinais bastante parecidos com os da Covid-19, a necessidade de uma avaliação minuciosa e detalhada. “Temos que ter bastante atenção e ficarmos de olho nesses sintomas que, no início, podem ser bem parecidos com os do coronavírus”.

Apesar de serem menos comuns, casos de dengue hemorrágica, que podem levar à morte do paciente, acontecem e devem ser levados em consideração. “Temos sempre que pensar na dengue, apesar de serem casos mais raros, como uma doença grave e que pode sim levar ao óbito. As chances de desenvolvê-la são pequenas, de fato, mas temos que manter os olhos abertos pois não sabemos com quem pode vir a acontecer”.