Encontro-te no vasto oceano de lágrimas minhas, na esperança de poder te resgatar. Contudo, não percebo as novas ideias que surgem com a inspiração, pois focado em ti, vivo a estar. De onde surges? Eu já não sei dizer, mas contento apenas em saber o quanto me banhas nas águas da linguagem. Construo a imagem de um futuro paraíso, no qual as aves sobrevoam as suntuosas montanhas.

É nisso, a permanência estática de meu corpo, já a alma consegue se contorcer em mim, de maneira absurda. És tu a razão de não desejar parar de escrever, pois assim, eu te escuto. Os laços de sentimentos que nos unem me transformam em um homem diferente. Às vezes considero as teimosias, um ato de suportar. Suportar tanta rebeldia, de quem quer se lançar.

Lançar-se como um trem bala, na direção de um coração cheio de experiências. A poesia me conduz para o desejado amor sincero, das manifestações daquilo que é proibido: o sacralizado de nos dois. A junção dos seres viventes. O batimento cardíaco. Somos os cantos de todos os lugares, onde o eco de uma caverna nos consome até o nosso próprio juízo e valores. Da raiz das arvores a semente, nos fortalecemos para a eternidade estarmos a sós.

Que beleza, se pudéssemos adentrar nas verdades de um mundo perdido, para vivermos os mitos e criamos momentos de encantamentos, através da natureza póstuma. É a consagração de uma vida incerta, mas que nos leva a refletir em como melhorar os erros de um passado, no qual volta a assombrando as mentes nas noites serenas. Que personificação seria esta, a encharcar meus encontros e desencontros comigo mesmo? Qual mistério em ser poeta nesta existência?

Nenhumas das indagações me são todo respondido. Tomado de fúria por não conseguir as respostas exatas, me escondo em minha catedral de Dotre-Dame, na finalidade última de meditar em meu intimo, os versos doravante, conservados não  mais em pedaços de papeis, porém, vivenciados na pele e na carne. Isso dilacerar meu espírito atrevido e, me mostrará as constelações despertadas sobre meu leito