Um dossiê encaminhado à Biden nesta semana pede o congelamento de acordos, negociações e alianças políticas com o Brasil enquanto Bolsonaro estiver na presidência. O texto é endossado por mais de 100 acadêmicos de universidades como Harvard, Brown e Columbia, e organizações como a Friends of the Earth, nos EUA, e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), no Brasil.

Segundo a BBC, o texto organizado em 10 grandes eixos – democracia e estado democrático de direito; direitos indígenas, mudanças climáticas e desmatamento; economia política; base de Alcântara e apoio militar dos EUA; direitos humanos; violência policial; saúde pública; coronavírus; liberdade religiosa e trabalho – recomenda que o governo Biden “não deve de forma nenhuma buscar um acordo de livre-comércio com o Brasil”. E mais, que retire o apoio atual dos EUA para a adesão do Brasil à OCDE e questione a participação do Brasil no G7 e G20 enquanto Bolsonaro for presidente.

Especificamente sobre o meio ambiente, nas palavras da BBC, “o texto alerta que financiar programas de conservação do atual governo brasileiro poderia significar ‘jogar dinheiro no problema’, a não ser que o país mude a direção de suas políticas de proteção ambiental (…) O remédio, segundo os autores, seria vincular qualquer financiamento às demandas de representantes da sociedade civil, Povos Indígenas, Quilombolas e comunidades ribeirinhas.”

Na Folha, Claudio Angelo também se mostra contrário ao envio de recursos para o governo Bolsonaro contra a preservação da floresta: “dar dinheiro ao Brasil significa premiar a delinquência. Significa ceder à chantagem de Salles, que em 2019 exigiu US$ 10 bilhões por ano dos países ricos para não botar a Amazônia abaixo”. Claudio também defende que a comunidade internacional “apoie governos locais, empresas sustentáveis, comunidades e sociedade civil para que sobre alguma coisa de pé em 2023.”

A íntegra do dossiê pode ser lida aqui.