Busco-te nas lembranças, dos quais, me transmitem tamanha intranquilidade, nas tênues madrugadas, pequenos caminhos inspirados, aonde posso navegar constantemente, sem me preocupar com as tempestades. Há um tempo para tudo, mas não que se possa esperar, quando o assunto a se tratar é a tua face imutável em mim. A realidade do ser humano em pensar, constata a brisa leve vinda de sua própria meditação.

Face, por vez, inconstante, porém, vêm-me lançar as profundezas da palavra amor. Por que, nós, poetas, não conseguimos explicar os mistérios por trás do ato de querer se sentir amados? Existe o amor, só não o tocamos de maneira completa, e assim, não podemos dizer de sua infinita existência. Entretanto, sabemos absolutamente afirmar as características do desejar este complexo universo.

O universo (amor) sublime, só se pode ser experimentado, até mesmo em excesso (não exagerado). São nos momentos em que recordo de como te apresentas em minha nuvem, mentalizada, possuir nesta hora, a súbita explosão de cores se multiplicando, num espaço estrelar, posta pela sensação de estar aberto aos cânticos… Cânticos de tua voz angelical. Isso me revela a proporção das doze tribos de Israel, sendo a unção consagrada do que se consome nas celebrações pascais: o incenso.

Contudo, o consumir incenso, não liberta minh’alma dos holocaustos de um despertar sem limites para sonhar. Percebo nossos laços matrimoniais se romperem, enquanto, a vida vai ligeiramente se passando, levando consigo a tal nuvem do aprender a sensibilidade do olhar. Acredito ser esta sensibilidade à poética das letras formadoras do amor. Letras não acabam jamais, e sua força é capaz de levantar o mar vermelho, a fim de que todos os povos atravessem.

Nessa travessia, tivessem a chance de ter o gosto do doce dos manás do deserto, num propósito escrito pelas mãos de Deus. O querer encontrar uma expressão que demonstra sequer um sinônimo de carinho e dedicação, nos corneta a transcendentalidade, ao ponto máximo e considerável da arte construtora de ponte. Ponte, no qual, nos permite caminhar, o que significa enxergar além do seu final.